Por volta de 2021, o baterista Alex Van Halen e o vocalista David Lee Roth convidaram Joe Satriani para uma turnê em homenagem ao Van Halen. O próprio guitarrista fez a revelação no ano seguinte e prometeu que, “se realmente acontecer, faremos disso a melhor coisa possível para os fãs”.
Contudo, a ideia não foi para frente. À Guitarist em 2024, Satriani, primeiramente, explicou que Alex havia o convencido, mas que, com o passar do tempo, percebeu que não conseguiria reproduzir as canções ao vivo à maneira do saudoso Eddie Van Halen devido às diferenças de estilo.
Agora, o músico trouxe mais detalhes a respeito dos impeditivos. Durante entrevista ao programa The Weekly Show, o artista afirmou que indicou até mesmo Nuno Bettencourt, guitarrista do Extreme, para a vaga, antes de acabar aceitando a proposta.
Conforme transcrição do Blabbermouth, ele disse:
“Dave e Alex me ligaram dizendo que queriam montar uma banda e insistiam que eu era o cara certo para isso. E eu continuava dizendo: ‘Eu não sou o cara, liguem para o Nuno [Bettencourt]. Ele é capaz de fazer isso’. E há milhares de garotos ao redor do mundo que dedicaram a vida a soar exatamente como o Ed. E eu disse: ‘Eu sempre tentei não soar como o Ed’. Sou um grande fã, mas sempre procurei respeitar isso.”
Como os colegas insistiram, Satriani resolveu dar uma chance. De acordo com o instrumentista, houve ensaios e conversas para uma apresentação de estreia, até que tudo “começou a desmoronar”:
“Mesmo assim, eles insistiram. Nós ensaiamos. Chegamos muito perto de fazer nosso primeiro show, mas tudo meio que começou a desmoronar e eu realmente não tenho certeza do que aconteceu. E eu também estava ocupado, então apenas fiquei esperando para saber o que iria acontecer mês após mês.”
Joe Satriani e a turnê com Sammy Hagar
Por outro lado, Joe Satriani excursionou ao lado de Sammy Hagar em um tributo ao Van Halen. Intitulada “The Best of All Worlds”, a série de shows que passou pela América do Norte e que também virou uma residência em Las Vegas tem como intuito justamente homenagear a banda em questão.
Segundo o guitarrista à Guitarist, a diferença é que as apresentações envolveram mais naturalidade. Além de já ter trabalhado ao lado do Red Rocker no Chickenfoot, a ideia do giro era incluir músicas solo do colega e não só canções do Van Halen, o que diminuiu a pressão.
Até a seleção de faixas da banda não era a mesma, de acordo com Satriani:
“[Aceitei] porque era um amigo me chamando para fazer uma retrospectiva de toda a carreira dele. Isso acabou incluindo de 15 a 20 músicas do Van Halen, mas elas eram diferentes das músicas que Dave e Alex queriam tocar. Dave não ia fazer nada da ‘era Van Hagar’, nada que saiu depois que ele deixou a banda.”
Assim, o guitarrista entendeu que estaria celebrando a trajetória do amigo e não necessariamente o Van Halen, o que tornou a missão mais fácil. Ele afirma:
“Quando Sammy entrou, Eddie passou por uma mudança real. Ele se tornou muito mais progressivo, algo totalmente diferente para eu explorar. Mas eu também pensei ‘esse não é um tributo ao Van Halen, esse é um tributo ao legado de Sammy que por acaso inclui muitas músicas do Van Halen’.”
Nuno Bettencourt e Van Halen
Curiosamente, Nuno Bettencourt tentou organizar um tributo ao Van Halen. Conversando com o May The Rock Be With You em 2023, o guitarrista, fortemente influenciado por Eddie Van Halen, contou a ideia e mencionou um possível contato por parte de Alex Van Halen e Michael Anthony:
“Tive um momento maluco e pensei: ‘tudo bem, preciso fazer algum tipo de tributo ao Van Halen’. Claro, seria ótimo com Alex Van Halen na bateria e Michael Anthony no baixo, mas sei que isso nunca vai acontecer. A certa altura, as pessoas estavam dizendo: ‘ei, acho que eles vão entrar em contato com você para possivelmente fazer algum tipo de coisa’. E eu respondi: ‘ok, bem, estou aqui’. De qualquer forma, duvido que esse telefone vá tocar.”
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