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Crypta é alvo de críticas por anunciar shows com Slaughter to Prevail

Banda brasileira abrirá apresentações do polêmico grupo na Europa entre os próximos meses de julho e agosto

A Crypta anunciou mais shows na Europa. Além de excursionar com Sepultura e com Kittie, a banda brasileira abrirá apresentações do Slaughter to Prevail entre os próximos meses de julho e agosto. 

A novidade divulgada na última segunda-feira (9), porém, gerou controvérsia nas redes sociais. Isso porque, ao longo dos anos, o vocalista do grupo em questão, Aleksandr “Alex Terrible” Shikolai, foi alvo de acusações de apologia ao nazismo, racismo e transfobia, que vão contra ao que as musicistas defendem.

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No passado, o cantor exibia uma tatuagem do Sol Negro, símbolo associado ao nazismo, e manteve vínculos com grupos racistas de extrema direita na Rússia, onde cresceu. Além disso, publicou conteúdo nas redes sociais exaltando a ideia de ser um “homem de verdade” e declarou que seguia “valores familiares tradicionais”.

Sendo assim, a Crypta vem recebendo críticas. Na seção de comentários da postagem, um usuário escreveu: “Sério? Slaughter? Acho muito incoerente dividir palco com esse pessoal.” Outro perfil indagou: “Seria essa parada de compartilhar palco com Slaughter obrigatório, contratual ou topa tudo por $? Estranho.” “Adoraria ver vocês em Bristol de novo, mas não se isso significar abrir para o Slaughter to Prevail. Espero que você volte em breve!”, declarou um terceiro. “Presumo que vocês simplesmente não tenham lido sobre o Slaughter to Prevail e desconheçam as posições políticas deles. Espero sinceramente que isso mude”, afirmou mais um.

Até o momento, a banda não emitiu qualquer pronunciamento. Veja as datas a seguir.

Vale destacar que a Crypta não é o primeiro grupo brasileiro a enfrentar tal situação. Em março do ano passado, o Axty também recebeu críticas por abrir a performance do Slaughter to Prevail em São Paulo.

O que diz Aleksandr “Alex Terrible” Shikolai

Durante participação no podcast The Downbeat, Alex se defendeu de parte das acusações. Sobre a associação com os grupos racistas, o frontman afirmou que não aproximou-se por dividir os mesmos pensamentos e preconceitos, mas sim, pelo “estilo de vista” de tais conjuntos. Conforme transcrição da Metal Hammer, o cantor explicou: 

“Eu pensei: ‘Ok, quero entrar para esse grupo porque eles são caras fortes, me motivam a ser uma versão melhor de mim mesmo. Tipo ir à academia, me educar e essas coisas’. Mas, ao mesmo tempo, eu nunca fui racista, nazista ou tive qualquer visão radical.”

Já em relação à mencionada tatuagem, o integrante repetiu o argumento de que colocou a imagem na pele pelo significado esotérico e não pela conotação nazista. Ainda confessou que a motivação para cobri-la foi o boicote à turnê do Slaughter to Prevail na Europa em 2015, apesar de, depois, ter entendido a gravidade: 

“Comecei a ler sobre esoterismo, sobre energia e coisas assim [e fiz a tatuagem]. Mas não sou burro. Claro que entendo que isso foi usado pelos nazistas. Eu cobri minhas tatuagens não apenas porque mudei minhas visões ou porque mudei de ideia. Eu estava com medo pela minha carreira. E talvez depois de três ou quatro anos, pensei: ‘Que p#rr@ eu estava fazendo? Por que eu fiz aquilo?’.”

Então, o vocalista abordou o fato de ser taxado de neonazista devido às suas postagens antigas nas redes sociais, onde apareceu segurando um rifle enquanto usava um capacete de um antigo membro da SS, a polícia nazista, e mostrou arrependimento. Ele disse:

“Eu estava na casa de um amigo e o pai dele era um grande colecionador e tinha várias coisas dessa época. E eu disse: ‘vamos tirar uma foto com essas coisas’. Eu coloquei essa m#rd@ nas minhas redes sociais. Fui estúpido e idiota. Eu não era um garoto – eu tinha uns 20 ou 19 anos – mas isso não importa, são só desculpas. Eu fui estúpido e tenho que assumir essa responsabilidade, porque eu não era um garoto. Eu não tinha 13 ou 14 anos, eu já era um homem feito. Eu entendo, estou pagando o preço agora.”

Por fim, quando perguntado diretamente se era racista, transfóbico ou homofóbico, Alex respondeu “não” para tudo e completou que só odeia a si mesmo. Assista ao podcast abaixo, em inglês, sem legendas em português:

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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