Mesmo sem estar envolvido com o Deep Purple desde 1993, Ritchie Blackmore permanece como uma das figuras centrais quando se fala na banda. O guitarrista de temperamento difícil integrou a formação considerada clássica do grupo, que se reuniu duas vezes, e lançou um álbum considerado por ele como um completo fiasco.
Em conversa com a Classic Rock, Blackmore revelou ao mesmo tempo seu álbum favorito do Deep Purple e aquele que considera como um de seus piores trabalhos, ambos lançados na era de ouro da banda. Contrariando o senso comum, Ritchie afirmou:
“Esse é o meu álbum favorito com o Purple (‘Machine Head’, de 1972). Ele veio depois de ‘Fireball’ (1971), que eu penso ser um completo fracasso, um desastre.”
Blackmore chegou a soar irritado quando perguntado pela reportagem sobre os motivos de achar “Fireball” tão ruim — e se não esteve envolvido o suficiente no álbum. O guitarrista disse:
“Sim, eu estava (envolvido). Apenas não há nada nele que valha a pena falar sobre. Não consigo nem me lembrar das músicas.”
O entrevistador citou duas faixas do tracklist — “Demon’s Eye” e “No, No, No” —, o que parece ter ativado a memória de Ritchie. Nesse momento, o músico passou a comentar rapidamente de algumas das faixas do álbum, sempre com críticas:
“‘Demon’s Eye’ era só um riff; ‘Anyone’s Daughter’ era uma paródia de country e faroeste; ‘No, No, No’, para mim, está à beira do banal. As pessoas gostavam da faixa ‘Fireball’, mas ela só era rápida e com pedal duplo de bateria. E uma unidade de ar condicionado.”
Deep Purple e “Fireball”
“Fireball”, lançado em 1971, foi o quinto álbum do Deep Purple e o segundo gravado pela formação conhecida como “Mark II”, composta por Ian Gillan (vocais), Ritchie Blackmore (guitarra), Roger Glover (baixo), Jon Lord (teclados) e Ian Paice (bateria). Este é o lineup considerado clássico, responsável pelo período mais popular da banda.
Localizado entre dois clássicos na discografia do grupo – “Deep Purple in Rock” (1970) e “Machine Head” (1972) – foi o primeiro a alcançar o topo nas paradas do Reino Unido, feito repetido em outros países da Europa. “Strange Kind of Woman” e a faixa-título saíram como singles.
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