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O segredo para o sucesso do Sleep Token, segundo seu empresário

"Para nós, o mais importante sempre foi deixar a arte vir em primeiro lugar", explicou Ryan Richards

O Sleep Token virou um dos maiores nomes do metal moderno. Fundada em 2016, a banda viu sua carreira decolar com o lançamento do terceiro álbum de estúdio “Take Me Back to Eden” (2023). Desde então, passou a tocar em arenas, foi escalada como headliner do tradicional Download Festival 2025 e ainda está indicada ao Grammy 2026. 

Não só, como vem recebendo elogios de nomes como Rob Halford (Judas Priest), Amy Lee (Evanescence), Corey Taylor (Slipknot), Mike Shinoda (Linkin Park) e Brian Welch (Korn). Disponibilizado em 2025, o disco mais recente “Even in Arcadia” conseguiu alcançar o primeiro lugar da disputada parada americana Billboard 200.

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Para Ryan Richards, membro do Funeral for a Friend e empresário do grupo, é claro por que os músicos obtiveram tanto sucesso. O assunto surgiu durante entrevista à Music Week, compartilhada pela Ultimate Guitar.

Segundo o profissional, o diferencial está no fato de que os artistas sempre deixaram a arte “vir em primeiro lugar”. Em vez de focar em divulgações mais tradicionais ou exposição de suas vidas pessoais, os integrantes, que tocam mascarados sem revelar as identidades, priorizaram a construção de uma experiência envolvente e misteriosa, capaz de despertar curiosidade e gerar identificação:

“Para nós, o mais importante sempre foi deixar a arte vir em primeiro lugar. O Sleep Token não construiu seu universo por meio da mídia tradicional nem apostando em exposição pessoal. Tudo foi pensado para criar algo imersivo, do qual as pessoas realmente se sentem parte. A ideia por trás da música, dos visuais e da experiência ao vivo funciona como um todo, convidando um público do mundo inteiro sem que a banda precise abrir mão de quem ela é.”

Além disso, Richards acredita que o público interessado na música pesada está se expandindo. Em suas palavras, jovens estão descobrindo o rock e o metal e sendo cativados por “algo autêntico e distinto”:

“Alcançar projeção internacional não é fácil para artistas do Reino Unido no momento, especialmente no rock. Por isso, ver esse projeto criar uma conexão tão forte nos Estados Unidos e na Europa foi extremamente gratificante. Conquistar álbuns em primeiro lugar tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido representou um momento marcante não apenas para a banda, mas para a música pesada de forma mais ampla. Isso mostra que, quando se constrói algo autêntico e distinto, o público acompanha […]. O público da música pesada está, sem dúvida, crescendo. Ouvintes mais jovens estão descobrindo o rock e o metal em grande número e se identificam com esses gêneros da mesma forma que com qualquer outro grande estilo musical. O sentimento é de expansão, não de nostalgia.”

A opinião de produtor da banda

George Lever,– produtor dos dois primeiros álbuns “Sundowning” (2019) e “This Place Will Become Your Tomb” (2021), tem uma teoria complementar a respeito do sucesso do Sleep Token. O próprio explicou seu ponto de vista durante entrevista ao podcast The Metal Roundup, concedida em maio e transcrita pela Ultimate Guitar

Segundo o profissional de estúdio, a partir do “Take Me Back to Eden”, o Sleep Token mudou a chave e adotou uma nova estratégia de marketing. Para cada uma das canções do material, a banda disponibilizou no YouTube visuais de apoio conceituais, criados por Jake Johnston, que ajudaram a criar uma identidade única para o projeto:  

“Acho que o que mais me chamou atenção com ‘Eden’ foi o nível de marketing ao redor disso. Chegou a um patamar onde, com uma banda desse porte, você consegue ter diversas mídias complementares para cada música. E como eles não têm um foco na imagem pessoal, você tem a liberdade de usar qualquer outra coisa no mundo para explicar uma canção. E o que eu vi não foi exatamente publicidade. Na verdade, eu nem chamaria de propaganda, prefiro dizer que eram materiais de apoio.”

Para Lever, os integrantes utilizaram o universo dos videogames como a maior referência para os vídeos. Além disso, investiram uma quantia considerável para que as animações tivessem a melhor qualidade possível — algo que, nos visualizers passados, não era viável:

“Há muitas influências dos jogos ‘Dark Souls’, de videogames num geral, o que faz sentido. Eles investiram dinheiro para criar renderizações 3D, uma atmosfera, uma sensação específica, algo que pareça mais completo, porque não tivemos essa oportunidade com ‘Sundowning’, nem com ‘Tomb’. Eles tentaram fazer um videoclipe mais convencional e acabou sendo meio estranho. Depois, seguiram por outros caminhos com ‘Eden’ e parece ter funcionado.”

Assim, o grande acerto do Sleep Token foi ter conseguido criar uma conexão com o público por meio de uma arte mais “abstrata”. Lever concluiu: 

“Eles usaram a arte abstrata para explicar emoções complexas, o que parece funcionar bem para eles. Foi isso que mais me chamou atenção. Foi o que eu acabei ficando mais ansioso pra ver do que qualquer outra coisa.”

Sobre o Sleep Token

Surgido em 2016, o Sleep Token foi recebido inicialmente como uma espécie de “resposta britânica” aos suecos do Ghost, mas as semelhanças param no visual. Assim como o grupo comandado por Tobias Forge, que permaneceu no anonimato por algum tempo, ninguém sabe a identidade dos músicos envolvidos.

Em “Sundowing” (2019), “This Place Will Become Your Tomb” (2021) e “Take Me Back to Eden” (2023), o Sleep Token mostra um heavy metal moderno, progressivo, com influências claras de música indie e vertentes mais modernas do rock e até de outros gêneros.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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