5 bandas de metal em ascensão recomendadas por Matt Heafy (Trivium)

Vocalista e guitarrista recomendou sons modernos e com referências variadas em sua música

Matt Heafy, vocalista e guitarrista do Trivium, foi convidado pela Guitar.com a citar cinco bandas de metal que estão em ascensão neste início de 2026. O músico deu sua opinião e recomendou nomes que, na opinião dele, merecem atenção nesse momento.

São elas:

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Fit For an Autopsy

A primeira banda escolhida por Matt foi o Fit For an Autopsy, que já fez uma turnê ao lado do Trivium, junto com Arch Enemy e While She Sleeps. Heafy destacou a versatilidade do vocalista Joe Badolato e o trabalho do guitarrista e produtor Will Putney, além de contar como descobriu o grupo:

“Foi o Corey [Beaulieu, guitarrista do Trivium] quem me apresentou eles. Acho que ele me mandou ‘Heads Will Hang’ primeiro. Eu fiquei: ‘p**a m**da, isso é incrivelmente pesado!’, porque é essa mistura de coisas que eu amo.”

Orbit Culture

Mais uma parceira de turnê, o Orbit Culture – especialmente seu vocalista e guitarrista, Niklas Karlsson – é creditado por Heafy como uma inspiração para que ele voltasse a usar gritos de forma mais intensa, já que o frontman do Trivium teve problemas vocais em 2014 e estava pegando leve com a técnica.

Para descrever o som da banda, Matt faz muitas comparações:

“Eu amo tanto eles. Eu diria, se alguém ainda não os ouviu, não quero rotulá-los, mas eles são para os fãs do Gojira, Machine Head, Fear Factory – os dias de glória de cada uma dessas bandas. […] Eu acho muito que legal que, às vezes, a bateria vai ficar só no groove. Vai dar uma simplicidade quase do ‘Chaos A.D.’ [álbum de 1993 do Sepultura], a respeito da bateria.”

Burner

Heafy elogiou o Burner pela boa qualidade de gravação de seu material e pela sonoridade, para ele, fácil de se reconhecer. A identidade, segundo Matt, é o resultado de uma verdadeira “colcha de retalhos” de referências sonoras, algo que agrada o líder do Trivium.

Ele também deu um conselho aos novatos e citou o Sepultura mais uma vez:

“Se eu fosse dar ao Burner algum conselho, seria o conselho que dei para bandas quando eu ajudei a produzir seus discos. Eu diria, se imagine tocando a 1h da manhã no Wacken ou Summer Breeze, ou algo assim, para 20 mil ou 30 mil pessoas que nunca ouviram falar de você. Qual é o riff de guitarra, ou batida, ou linha vocal ou gancho que, às 2h da manhã, quando eles terminaram de ver o headliner, eles ainda vão lembrar de você? Qual é o seu refrão de ‘Roots Bloody Roots’ [faixa do Sepultura], o seu refrão de ‘Du Hast’ [canção do Rammstein]?”

Heriot

O Heriot é mais uma das bandas que esteve em turnê com o Trivium recentemente e eles parecem ter causado uma boa impressão. Matt Heafy enfatizou a personalidade e facilidade de convivência com os integrantes e contou que conheceu o grupo através do empresário, além do pai de um aluno da mesma escola de seus filhos.

O músico voltou a usar o Sepultura como referência ao descrever a cantora e guitarrista Debbie Gough e ainda contou uma curiosidade a respeito dos primórdios do Trivium. Heafy disse:

“Debbie é incrível pra c***lho e ela parece tão ‘badass’ também. Com aquela guitarra Jackson de estilo oldschool que ela usa, me lembra do Andreas [Kisser], do Sepultura. A música soa um pouco como o antigo industrial dos anos 90, o que é algo próximo e querido ao meu coração: originalmente, o Trivium deveria ter sido uma banda de industrial.”

Paledusk

Matt Heafy é descendente de japoneses e citou uma banda do país asiático, o Paledusk. O líder do Trivium classificou a sonoridade como “estranha”, característica que atribuiu ao próprio povo. Os gritos do vocalista Kaito Nagai lembram Matt de seus próprios vocais.

Para o artista, há algo no grupo que o lembra de trilhas sonoras de games e bandas modernas. Como exemplo, ele citou uma música famosa da banda:

“’HUGs’ é a música de abertura de ‘Gachiakuta’, que é um anime realmente louco. É uma série onde as pessoas ruins são mandadas para esse depósito de lixo. Não quero entregar muita coisa, mas me fazlembrar de ‘Borderlands’, ‘Duna’ e ‘Fallout’ numa coisa só. Musicalmente, começa com esse padrão vocal legal que tem um grito bem pesado por baixo. Quase me lembra dos gritos que eu mesmo dou. E então fica muito, muito selvagem, um tipo de selvageria moderna super pesada do Bring Me The Horizon misturado com Mick Gordon [compositor da trilha sonora dos games da franquia ‘Doom’].”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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