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Por que discos do Judas Priest com Ripper estão fora do streaming, segundo Scott Travis

Baterista, assim como baixista Ian Hill, coloca a culpa na gravadora; Tim Owens e K.K. Downing discordam

Quem procura pelos álbuns do Judas Priest gravados com o vocalista Tim “Ripper” Owens costuma se decepcionar bastante. Seja em formato físico ou no streaming, os discos de estúdio “Jugulator” (1997) e “Demolition” (2001), e os ao vivo “’98 Live Meltdown” (1998) e “Live in London” (2002) estão fora de catálogo.

O baterista Scott Travis comentou o assunto em entrevista ao “Rock Of Nations With Dave Kinchen & Shane McEachern” (via Blabbermouth). Segundo o músico, o sumiço dos álbuns tem relação com a gravadora não estar mais na ativa.

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Todavia, o grupo também não parece muito a favor de relançar os discos. Ele conta:

“Acho que a gravadora saiu do negócio. E com Rob (Halford, vocalista) estando de volta na banda, é meio que provavelmente uma situação delicada, no sentido de ‘ei, queremos relançar esses discos’. Mas não tenho nem certeza de quem detém os direitos, para ser sincero, porque a gravadora saiu do negócio. Estamos em um momento diferente. Rob é o cantor do Judas Priest. Era ele no começo. Ele é uma lenda. Havia boas canções nos anos com Ripper, definitivamente tem boas canções lá. Mas para relançar os álbuns inteiros, eu não sei.”

Em 2019, o baixista do Judas Priest, Ian Hill, falou sobre o assunto em entrevista para Mitch Lafon. O único membro original remanescente negou que a banda tente apagar a “era Ripper” de sua história — e também jogou a culpa para a gravadora.

“É estranho, porque há coisas boas em ambos os álbuns e Ripper é um vocalista incrível, que fez um grande trabalho em ‘Jugulator’ e ‘Demolition’. O fato de não estar à venda não tem nada a ver conosco. Deve ser por algo contratual entre a Sony e quem quer que tenha os direitos desses álbuns, eu não sei. É uma pena, porque há boas coisas ali. Como banda, ainda é Judas Priest. Sei que não era a nossa formação tradicional, mas ainda era Judas Priest, então, é decepcionante, caso seja verdade que o material não esteja disponível.”

O lado de lá

K.K. Downing, ex-guitarrista do Judas Priest que hoje toca ao lado de Ripper no KK’s Priest, falou em 2024 a respeito dos álbuns “perdidos”. O músico, que toca as faixas daqueles discos com sua banda agora, lamentou o fato de não estarem mais disponíveis, mas não acha que a culpa seja de nenhuma gravadora:

“É meio que um mistério. Obviamente, não tenho mais controle sobre esses discos, mas não acho que seja coisa da gravadora, porque gravadoras sempre gostam de vender discos, não é? Ripper e eu ainda temos muito orgulho de tudo o que fizemos como parte de nossa história e legado. Gostaríamos muito de ver os discos nas lojas mais uma vez. Então, espero que vejamos isso acontecer.”

Tim “Ripper” Owens, o principal prejudicado, já afirmou certa vez que se os discos fossem relançados, os compraria e venderia em seus shows a preço de custo. Em entrevista ao jornalista Marcelo Vieira para o site IgorMiranda.com.br, em 2023, o vocalista declarou:

“Fizeram esses discos desaparecer, como Houdini. Loucura. Poderiam estar ganhando dinheiro em cima desses discos, e os fãs adorariam ter a oportunidade de comprá-los em vinil.”

Sobre a culpa ser da gravadora, Ripper rebate o argumento e ainda aproveita para alfinetar o management atual do Priest. Disse o cantor:

“Mentira, do contrário (os discos) não estariam presentes naquele box-set de 500 dólares (‘50 Heavy Metal Years of Music’, de 2021). Se bem que são as mesmas pessoas que anunciaram que eles continuariam com um guitarrista só, né? Então, não é como se eles fossem experts em tomar as melhores decisões.”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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