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Geoff Tate revisita o Queensrÿche em show acústico lotado no Rio; veja fotos e setlist

Apresentação em clima intimista ampliou repertório em relação a 2023, mesclando clássicos da banda, raridades e histórias entre as músicas

A divulgação à boca miúda precedeu o anúncio oficial. Os ingressos, a R$ 65, voaram. Casa cheia para conferir o show acústico de Geoff Tate no Rio de Janeiro.

Não foi a primeira vez que o vocalista original do Queensrÿche se apresentou em formato desplugado na capital fluminense. Em 2023, um esquema “um barzinho, um violão”, organizado às pressas como compensação a um show cancelado, brindou cerca de 50 presentes com pouco menos de uma hora de sucessos da banda que o projetou mundialmente.

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Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos

No último sábado (24), no Calabouço, foi diferente. Chefiado pelo brasileiro Bruno Sá — membro da banda de Geoff — nos teclados e sax, um escrete metade canarinho, metade oriundo do Velho Continente tocou não 10, como da outra vez, mas 16 músicas. Houve, sim, surpresas, mas, em comparação a três anos atrás, também duas ausências notórias.

Além de Sá, acompanhavam Tate no palco:

  • o italiano Dario Parente e o irlandês James Brown — é sério — nos violões;
  • a também irlandesa Clodagh McCarthy, alternando entre sax e backing vocals;
  • os brasileiros Carlos Ross (baterista da Lion Heart), na percussão, Gus Monsanto, no baixo e backing vocals, e Lula Washington, no terceiro violão;
  • e Tomas McCarthy, mais um irlandês no time, acrescentou a gaita quando o arranjo pedia.
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos

Das 10 faixas executadas na ocasião prévia, oito foram repetidas. De fora, “Empire” e “Anybody Listening?” viraram camiseta de saudade, ainda que seus lugares tenham sido ocupados por surpresas como “Sign of the Times” (abertura do ainda polêmico “Hear in the Now Frontier”, de 1997), “Out of Mind” (da fatia correta do algo irregular “Promised Land”, 1994) e a maior de todas: “Until There Was You”, lado B revelado apenas como bônus da edição expandida de “Q2K” (1999), lançada em 2006.

Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos

Com uma camisa de botão preta aberta, Geoff exibia a cicatriz da cirurgia cardíaca realizada em 2022. Totalmente à vontade, interagia, contava histórias entre as músicas e exaltava um público que, segundo ele, não tem comparação com nenhum outro lugar do mundo.

A entrega da galera que lotava o “Calaba” ficou evidente nos vocais não solicitados, mas muito bem-vindos, em “The Killing Words” (“oooooveeerrr…”), “Take Hold of the Flame” (“Take! Hold!…”) e na suprema “Silent Lucidity” (“I… I!”), além das palmas entusiasmadas, capazes de arrancar sorrisos de orelha a orelha de quem se espremia em cima do palco.

Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos

E como “aqui é trabalho”, é possível que, enquanto o caro leitor lê estas linhas neste domingo, Geoff já esteja voando de volta aos EUA. Por lá, inicia, na semana que vem, uma turnê de um mês e meio. Aquecido, garanto, ele já está. Mais fotos ao fim da página.

Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos

Setlist – Geoff Tate no Rio de Janeiro

  1. Walk in the Shadows
  2. Another Rainy Night (Without You)
  3. Jet City Woman
  4. Chasing Blue Sky
  5. Bridge
  6. The Killing Words
  7. I Will Remember
  8. Until There Was You
  9. Out of Mind
  10. Silent Lucidity
  11. The Fight
  12. Sign of the Times
  13. Take Hold of the Flame
  14. I Don’t Believe in Love
  15. Eyes of a Stranger
  16. All Around the World
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos
Foto: Paty Sigiliano @paty_sigilianophotos
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Marcelo Vieira
Marcelo Vieirahttp://www.marcelovieiramusic.com.br
Marcelo Vieira é jornalista graduado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), com especialização em Produção Editorial pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Há mais de dez anos atua no mercado editorial como editor de livros e tradutor freelancer. Escreve sobre música desde 2006, com passagens por veículos como Collector's Room, Metal Na Lata e Rock Brigade Magazine, para os quais realizou entrevistas com artistas nacionais e internacionais, cobriu shows e festivais, e resenhou centenas de álbuns, tanto clássicos como lançamentos, do rock e do metal.

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