Geezer Butler tem aproveitado os últimos meses para deixar a criatividade fluir. Após a despedida do Black Sabbath dos palcos em julho de 2025, o baixista confirmou que está “sempre compondo e tocando”, o que, por consequência, resultará em um novo álbum.
Durante uma sessão de perguntas e respostas no evento Steel City Con, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, o músico trouxe mais detalhes acerca do vindouro disco. No bate-papo, o artista revelou que tem utilizado inteligência artificial nas demos do material para ajudá-lo a “dar voz às letras”.
Segundo o próprio, a ideia é que a tecnologia apenas facilite o processo, já que cantores “reais” serão empregados no futuro. Conforme transcrição do Blabbermouth, ele explicou:
“Tenho um monte de material. Desde que fizemos o último show do Black Sabbath, eu venho revisitando tudo que compus desde os anos 1980 e atualizando tudo. O que antes me segurava era o fato de eu não ter um cantor quando estou em casa, mas aí a inteligência artificial apareceu [risos]. Então, agora atualizei todas as minhas músicas e estou usando um cantor de IA para dar voz às letras. Assim, posso levar esse material aos cantores com quem vou trabalhar e dizer: ‘é isso que eu quero no álbum’, para que eles tenham uma ideia melhor.”
Geezer reconhece que uma parcela do público vê o recurso como “trapaça”. Ainda assim, o baixista acredita que a IA pode trazer benefícios quando bem utilizada:
“Antes, eu só tocava um riff de baixo ou algo do tipo e dizia: ‘você consegue cantar por cima disso?’ e me respondiam. Mas agora é muito melhor, porque você pode ficar no seu estúdio e fazer tudo com IA, e depois levar para músicos de verdade e deixar que eles assumam. Isso realmente me ajudou. Muita gente acha que isso é trapaça.”
Sobre Geezer Butler
Terence Michael Joseph Butler nasceu em Aston, Inglaterra. Ganhou seu apelido aos oito anos de idade, por se referir a todos os amigos como geezer (velhote). Desde a infância, adotou uma dieta vegetariana, se tornando vegano com o passar da vida. É um ativista pelas causas animais, tendo colaborado com a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) em várias campanhas.
Muito influenciado pelos textos de Aleister Crowley, Butler foi o principal letrista do Black Sabbath nos anos da formação original. Entre idas e vindas, também integrou a banda solo de Ozzy Osbourne duas vezes. Entrou em 1989 para a turnê de “No Rest for the Wicked”, ficou até 1991 e retornou em 1995, quando gravou o álbum “Ozzmosis”.
Teve um projeto solo que variou de nome, começando como Geezer Butler Band e passando por Geezer até chegar em G/Z/R. A sonoridade também se alterou com o passar dos anos, agregando influências contemporâneas. Ainda participou do supergrupo Deadland Ritual, com membros atuais e antigos do Guns N’ Roses, Scars on Broadway e de Billy Idol.
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