A resposta do Placebo a críticas por show com problemas em festival suíço

Banda sofreu com problemas técnicos durante apresentação no OpenAir St. Gallen Festival 2024, realizado em junho

O Placebo sofreu com uma série de problemas técnicos durante o show realizado no OpenAir St. Gallen Festival 2024. O evento suíço aconteceu no último final de semana do mês de junho. O ocorrido forçou a banda a interromper o repertório muito antes do inicialmente programado.

A situação acabou gerando várias críticas nas redes sociais, tanto da parte do público presente no evento quanto de pessoas que acompanharam o desenrolar dos fatos através das redes sociais. Coube a Brian Molko se pronunciar de forma oficial, em uma tentativa de apaziguar ânimos e oferecer uma explicação.

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Ele disse, conforme registro do NME:

“Temos observado muitas discussões, argumentos, acusações e escaramuças entre nossos fãs em relação ao nosso prejudicado show durante o festival St Gallen. Também temos recebido muitos insultos (sem imaginação e pretensiosos). Então, gostaríamos de oferecer alguma clareza sobre o que aconteceu.

Logo no início do set, Stefan [Olsdal] começou a ter problemas técnicos até que finalmente o sistema de guitarra parou de funcionar completamente. Então ele não conseguiu mais tocar nenhuma música em que precisasse do instrumento. Todos os esforços para remediar o problema por nossa equipe de classe mundial foram feitos, mas sem sucesso.”

“Tudo é 100% ao vivo”

Brian explicou que o grupo decidiu não sair do palco. Em vez disso, a solução encontrada no improviso foi tocar o que podia com Stefan usando o baixo para reproduzir a guitarra o máximo possível. Ele também ressaltou ter feito questão de explicar o que estava acontecendo para o público presente.

“O Placebo não usa gravações no palco. Tudo é 100% ao vivo. Parece óbvio que isso ainda seja insuficiente para certos indivíduos exigentes e pretensiosos. Problemas técnicos e sets acidentados são um aspecto essencial da performance ao vivo. E é algo sobre o qual nenhuma banda tem controle.”

A seguir, foi feita uma sugestão para quem ainda assim ficou descontente com a ideia de testemunhar um imprevisto.

“Se a ideia dessa situação inevitável continuar a enfurecê-lo, sugerimos que você vá assistir a bandas onde a maior parte da música vinda do palco é gravada. Também sugerimos que você tenha uma noção de perspectiva e tente olhar para essa situação de um ponto de vista que não seja o seu – se você for capaz. Essa é uma maneira educada de dizer – arrume uma vida.”

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Molko arrematou com uma conclusão em formato de reflexão, além de defender o fim das discussões online sobre o tema.

“A maioria dos aspectos de nossas vidas, em geral, estão realmente fora de nosso próprio controle e, embora sejamos fortes, infelizmente a eletricidade é muito mais poderosa do que nós. Não estamos forçando você a ir a nenhum de nossos shows – é sua escolha individual. Sinta-se à vontade para exercer essa escolha no futuro e, por favor, pare de insultar nossa base de fãs leais no mundo virtual.”

Placebo no Brasil em 2024

Em 17 de março de 2024, o Placebo realizou o único show de sua quinta vinda ao Brasil. A apresentação aconteceu no Espaço Unimed, em São Paulo, interrompendo um período de dez anos sem visitas da banda ao público local.

Em resenha exclusiva para o site – que pode ser lida na íntegra clicando aqui –, Rolf Amaro destacou:

“Dono de voz privilegiada, Brian Molko aprendeu a usar o gogó ao longo dos anos. Hoje, oferece uma apresentação infinitamente superior à de duas décadas atrás. A formação expandida ao vivo, que inclui os músicos de apoio Bill Lloyd (guitarra), Nick Gavrilovic (sintetizador, guitarra e backing vocal), Matt Lunn (bateria) e Angela Chan (teclado e violino) faz com que a banda soe muito maior e melhor ao vivo, mesmo as músicas da época de trio.

Deve vir daí o excesso de confiança que, se os faz desafiar o público e não entregar o que desejam e ainda assim fazer um show bom, pode explicar o número menor de ingressos vendidos. Não foi nessa quinta visita do Placebo ao Brasil que o público aumentou. É de se esperar que, em uma próxima vinda, façam um setlist à altura do legado da banda. Vai ser mais fácil fazer se conseguirem dar menos atenção a essa história de (proibir) celular.”

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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