A opinião de Doro Pesch sobre Crypta e Nervosa

Metal Queen exaltou trabalho de bandas formadas no Brasil e reafirmou compromisso em ajudar grupos liderados por mulheres

Por ter sido uma das mulheres pioneiras no heavy metal nos anos 1980, Doro Pesch é, até hoje, uma inspiração para cantoras e instrumentistas decididas a seguir uma carreira neste gênero, ainda hoje, de predominância masculina.

Em recente entrevista publicada em MarceloVieiraMusic.com.br, a alemã refletiu sobre o assunto e teceu comentários elogiosos sobre as bandas Crypta e Nervosa.

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Ela disse:

“Ambas estão fazendo um trabalho incrível, não apenas no Brasil, mas também internacionalmente. Elas estão construindo um nome para si, especialmente na Europa, tocando em grandes festivais como o Wacken. Admiro muito as duas bandas, especialmente por serem lideradas por mulheres talentosas [Fernanda Lira e Prika Amaral, respectivamente].”

Doro aproveitou para reafirmar o seu compromisso em ajudar bandas compostas ou lideradas por mulheres a despontar.

“Estou sempre a postos para apoiá-las da maneira que puder. Costumo escolher bandas de abertura que tenham vocalistas ou instrumentistas mulheres, como a Liv Sin, com quem já estive em turnê pela América. É importante para mim oferecer uma plataforma para bandas promissoras.”

Reflexões sobre o futuro do Sepultura

Em momento posterior da conversa, Pesch foi questionada acerca da turnê de despedida recentemente anunciada e iniciada pelo Sepultura. Ela afirma ter recebido mal a notícia e espera que “não seja o fim, [pois] muitas vezes essas ‘despedidas’ acabam sendo temporárias”. Acrescenta que “seria incrível” se o giro promovesse uma reconciliação da banda com os irmãos Max e Iggor Cavalera, mas compreende se isso não for possível.

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“Compreendo que há diferenças de opinião na banda. Às vezes, as relações não se recuperam após divergências. Seria ótimo para os fãs, mas talvez não seja viável. Nunca se sabe, pois é uma situação delicada.”

Sobre Doro Pesch

Aos 16 anos, Dorothee Pesch contraiu tuberculose e quase morreu. Enquanto internada, prometeu que lutaria para realizar seu sonho de cantar caso saísse do hospital. Sua primeira banda se chamava Snakebite. O grupo chegou a gravar uma demo, mas nunca obteve projeção.

Com o Warlock, lançou quatro discos e foi a primeira mulher a se apresentar no Monsters of Rock, em Donington, Inglaterra, no ano de 1986. A escolha por seu nome para seguir a carreira foi uma opção legal, evitando conflitos com o manager que detinha os direitos sobre o nome da banda. Em 2011, Doro readquiriu a propriedade intelectual, voltando a usá-lo para shows.

Desde os anos 1990, reside em Nova York, Estados Unidos. Apesar da mudança de território, seu maior público continua na Europa, onde se apresenta nos principais festivais.

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Marcelo Vieira
Marcelo Vieirahttp://www.marcelovieiramusic.com.br
Marcelo Vieira é jornalista graduado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), com especialização em Produção Editorial pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Há mais de dez anos atua no mercado editorial como editor de livros e tradutor freelancer. Escreve sobre música desde 2006, com passagens por veículos como Collector's Room, Metal Na Lata e Rock Brigade Magazine, para os quais realizou entrevistas com artistas nacionais e internacionais, cobriu shows e festivais, e resenhou centenas de álbuns, tanto clássicos como lançamentos, do rock e do metal.

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