Bruce Dickinson se preocupa com Iron Maiden não se desafiar artisticamente

"Temos fãs dedicados e eles estão felizes com a maneira como somos", justificou o vocalista a respeito dos limites artísticos dentro da banda

Ao refletir sobre as mais de quatro décadas de carreira do Iron Maiden, Bruce Dickinsondestacou que uma das maiores vitórias da banda foi ter permanecido fiel ao estilo que os consolidaram. Ao mesmo tempo, o vocalista hoje admite que há certa preocupação quanto a ele e os colegas não se desafiarem artisticamente. 

A causa, segundo o próprio, está nos fãs. Conversando com o Big Issue (via Ultimate Classic Rock), o cantor descreveu a paixão dos admiradores do grupo como de outro mundo, estabelecendo uma comparação direta com torcedores de times de futebol. 

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Ele disse:

“Os fãs do Iron Maiden estão em outro nível. E é para uma vida inteira. Não torço para nenhum time de futebol, mas fico impressionado com a forma como os torcedores reagem. Não acho que exista uma palavra para definir o nível de comprometimento e devoção que as pessoas têm por um time de futebol. E as pessoas têm o mesmo nível de devoção ao Iron Maiden.”

Justamente por esse motivo, ele confessa que é difícil ir além musicalmente quando se trata da Donzela de Ferro. Isso porque acredita que o público quer ouvir o que eles já vêm oferecendo e não uma sonoridade “inédita”. 

“Parte de mim pensa: ‘uau, isso é incrível’. Já o meu lado artístico se preocupa com a possibilidade de não nos desafiarmos artisticamente, porque temos fãs dedicados e eles estão felizes com a maneira como somos.”

É por isso que Dickinson utiliza da própria carreira solo para experimentar, como percebido no mais recente álbum “The Mandrake Project” (2024):

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“Uma razão para fazer discos solo é ir além do que você pode fazer emocionalmente e ir além do limite. O limite [com o Maiden] é bem largo, mas existe.”

Limites artísticos do Iron Maiden

Anteriormente, em entrevista ao Grammy, Bruce já havia mencionado os limites artísticos existentes dentro do Iron Maiden. Para exemplificar, citou influências de seu novo disco solo: 

“Eu coloco alguns elementos no Maiden, mas sempre há alguns limites musicais que estão um pouco fora do universo da banda. [Influências de Ennio] Morricone, surf guitar e coisas assim. Se eu dissesse ‘Steve [Harris], precisamos de bongôs, cara, vamos colocar alguns bongôs’, ele pensaria que eu estou louco. Então, essas são coisas que são expressões da minha personalidade musical que não estão relacionadas à minha participação no Maiden.”

Iron Maiden no Brasil

Bruce Dickinson passou pelo Brasil nas últimas semanas para sete shows solo. A turnê prossegue pelas próximos meses, com várias datas marcadas para a temporada de festivais de verão pela Europa.

Nos dias 6 e 7 de dezembro, o Iron Maiden volta ao país para dois shows, ambos em São Paulo. As apresentações integram a “The Future Past Tour”, com repertório focado nos álbuns “Somewhere in Time” (1986) e “Senjutsu” (2021). Os dinamarqueses do Volbeat serão a atração de abertura.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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