Sepultura terá ex-membros participando dos shows de despedida? Andreas Kisser responde

Com início da tour "Celebrating Life Through Death", perguntas sobre possíveis presenças ficaram ainda mais comuns

O Sepultura já iniciou a “Celebrating Life Through Death”, sua turnê de despedida, que deve seguir até o final de 2025. Desde o anúncio do encerramento das atividades, questões envolvendo participações dos antigos membros da banda aparecem e Andreas Kisser respondeu de forma bem aberta a todas elas. Para o guitarrista, vale tudo dentro do espírito de celebração.

Em conversa com a Noize, Kisser foi novamente questionado sobre a possibilidade de trazer ex-integrantes para o último show do Sepultura. Nomes específicos — como os de Max e Iggor Cavalera — não foram citados, mas embora nada esteja confirmado, a resposta é mais positiva do que muitos poderiam pensar.

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O músico disse:

“Não temos nada definido. O que está definido é que nós vamos fazer a turnê até o final de 2025 e passar pelo máximo de lugares. O mais importante de tudo é celebrar o momento. Então, a participação de ex-membros não é fundamental. Ela seria um lance a mais, e a gente já fez isso várias vezes: tocamos com Jairo (Guedz, ex-guitarrista) e com o Jean (Dolabella, ex-baterista) – isso não é uma novidade. Obviamente, temos essa vontade de reunir todo mundo no último show, seria interessante. Não só quem participou, mas bandas irmãs como Ratos de Porão, Sacred Reich, e tantas outras bandas fazem parte da história do Sepultura.”

Em entrevista ao Rockast (transcrita pelo Whiplash) no começo de março, Andreas deu uma resposta parecida à mesma pergunta. Ele afirmou:

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“Não sei, cara, isso é uma coisa a se pensar. Seria legal num último show chamar todo mundo, né? Mas é uma coisa que talvez a gente trabalhe. Não é um processo agora, a gente tá muito no começo, né? Acho que seria até óbvio, né? Motörhead fez isso, Yes fez isso, várias bandas fizeram isso. Então, é uma possibilidade, estando todo mundo vivo, obviamente, né? Mas não é uma coisa que a gente tá trabalhando agora. Acho que para o derradeiro e último show que a gente quer fazer em São Paulo, seria interessante ter todo mundo. Mas é uma coisa a se pensar.”

O guitarrista, porém, também destacou que o derradeiro show do Sepultura não seria no intuito de organizar a reunião da formação clássica — e citou os velhos e conhecidos obstáculos para isso.

“Não é também por isso que a gente vai fazer o último show. Eu acho que eu quero celebrar, não quero criar tensão, criar situações de ego num lugar onde não precisa.”

Até agora, nada

No primeiro show da turnê, realizado em Belo Horizonte, no dia 1º de março, era esperada a presença de Jairo Guedz, guitarrista original do Sepultura, que se originou na capital mineira. O atual líder do The Troops of Doom chegou a escrever uma carta emocionada quando sua antiga banda anunciou a despedida.

No fim das contas, ele não foi chamado nem para conferir a apresentação. Mesmo assim, está aberto a um convite, como também disse ao Rockast (via Whiplash).

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“Quando eles quiserem, eles me chamam e eu vou. E acabou que rolou o show em BH e eu não fui. Mas, se eu tivesse a oportunidade de ir, ou convite pra tocar alguma coisa, ou a minha banda abrindo, seria um prazer, pra mim seria um prazer.”

Quanto aos irmãos Cavalera, pouca coisa mudou nos últimos anos. Recentemente, Max e Iggor incentivaram o público em seus shows a gritar a frase “no Cavalera, no Sepultura” (“sem Cavalera, sem Sepultura”). Do outro lado, as portas permanecem abertas, como o próprio Andreas Kisser afirmou no dia do anúncio da turnê de despedida.

“As portas estão sempre abertas. Convidamos os irmãos Cavalera para fazer parte do documentário (‘Sepultura Endurance’) e eles não aceitaram. A ideia é celebrar o presente. Mas as possibilidades estão sempre abertas, a gente nunca fechou qualquer porta em nenhum sentido. Acho que seria muito interessante ter a participação de todos. Não é só para quem fez parte do Sepultura. Bandas amigas também, para que façamos uma grande festa, sejam as nacionais ou as internacionais, para algo memorável.”

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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