Como Slash fez Demi Lovato cantar “Papa Was a Rollin’ Stone”

Artista foi primeira convidada anunciada para o álbum "Orgy of the Damned", que aborda lado blues do guitarrista do Guns N' Roses

Demi Lovato foi a primeira participação confirmada em “Orgy of the Damned”, novo álbum solo de Slash, orientado ao blues. A cantora e o guitarrista do Guns N’ Roses já haviam colaborado anteriormente em material dela. Agora, ele revelou como surgiu o convite — e por que ele achou que a voz da colega daria tão certo no contexto do disco.

Em conversa com a revista Classic Rock, o músico da cartola explicou como achou que “Papa Was a Rollin’ Stone”, selecionada para a parceria, funcionaria com a voz de Demi. Também lembrou que essa não é a primeira vez que ele faz um cover da faixa de 1972, gravada inicialmente pelo grupo The Undisputed Truth, da Motown, mas famosa na versão do The Temptations, lançada no mesmo ano.

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Slash conta:

’Papa Was a Rollin’ Stone’ não é uma canção tão tradicional de blues, é mais uma música de R&B. Mas foi uma música que eu fiz um cover com a segunda formação do Slash’s Snakepit, eu tinha Rod Jackson cantando pra caramba nela. Então eu quis gravá-la e Demi veio à mente porque eu queria ter a perspectiva da garota jovem sobre seu pai distante e mulherengo. Achei que isso seria pungente. Demi se encaixava no papel.”

O guitarrista ainda contou que quis ter certeza de que haveria uma conexão entre a música e a cantora. Tal objetivo foi conquistado sem maiores esforços — e fez diferença no resultado final.

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“Eu perguntei a ela sobre a canção, porque é realmente importante que qualquer um que cante no disco tenha algum tipo de relação com o material. Você não pode simplesmente chamar alguém com uma música que eles nunca ouviram antes e dizer: ‘ei, você pode cantar nisso?’, porque não vai ter a entrega, com nenhum tipo de sinceridade ou paixão. E aconteceu que a música realmente significa muito para ela e ela se relaciona pessoalmente com a faixa em algum nível, então ela pulou de cabeça nisso. Essa é uma das razões pela qual sua entrega é tão óbvia e tão emocional.”

Slash e “Orgy of the Damned”

“Orgy of the Damned”, de sonoridade orientada ao blues, será lançado em 17 de maio. A produção é assinada por Mike Clink, o mesmo responsável por discos clássicos do Guns N’ Roses, como “Appetite for Destruction” e “Use Your Illusion”.

Diferentemente de outros trabalhos recentes, o guitarrista não gravou com o vocalista Myles Kennedy e sua banda de apoio, The Conspirators. Em vez disso, retomou o formato de seu disco solo de 2010, homônimo, que trouxe vários convidados.

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O homem da cartola já havia adiantado alguns detalhes do projeto em entrevista de 2023 ao Yahoo Entertainment!. Na ocasião, foi econômico nas informações: confirmou apenas a presença de Demi Lovato. Os dois colaboraram recentemente em uma nova versão para “Sorry Not Sorry”, hit da cantora.

Outros participantes do projeto incluem Brian Johnson (AC/DC), Gary Clark Jr., Chris Robinson (The Black Crowes), Billy Gibbons (ZZ Top), Iggy Pop e Paul Rodgers (Free/Bad Company).

Atividades em turnê

Enquanto “Orgy of the Damned” não chega, Slash segue em turnê com Myles Kennedy e The Conspirators, com quem esteve recentemente no Brasil, no início do ano. Depois da América do Sul, a banda tocou na Austrália e Japão. Após outros compromissos na Ásia, segue segue para a Europa, onde permanece até o final de abril. O grupo divulga o álbum “4” (2022).

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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