A música de Andre Matos que Edu Falaschi considera uma das mais belas da história

Composição faz parte de “Holy Land”, aclamado segundo álbum de estúdio da carreira do Angra

No período em que foi vocalista do Angra, Edu Falaschi pôde interpretar várias músicas presentes nos três primeiros discos do grupo. Entre eles, estavam várias criações de Andre Matos, seu antecessor na função.

Uma dessas obras tocou seu coração em especial. Era a terceira faixa do álbum lançado em 1996, que também contava com créditos ao guitarrista Kiko Loureiro no arranjo.

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Ele disse ao Ibagenscast em dezembro de 2022, conforme transcrição do Whiplash:

“Eu amava cantar ‘Silence and Distance’. Amava (…). Agora vou falar com o coração aberto. Genial. Uma das canções mais lindas da história da música. Eu acho muito f*da. Muito f*da. Até hoje eu escuto e me emociona. É uma música muito foda, então, eu gostava de cantar ao vivo. E aí, cara, essa música eu tiro o chapéu mesmo, é sensacional!”

A rivalidade Angra x Shaman

No início dos anos 2000, havia uma divisão clara na cena heavy metal nacional entre os fãs e apoiadores do então recém-formado Shaman e a formação “Nova Era” do Angra. O tema foi abordado por Edu em outra entrevista de 2022, desta vez ao podcast “Fala Ordinário”.

Sem colocar panos quentes, o cantor admitiu que havia uma guerra aberta movida pela mágoa sentida pelos guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt com relação aos ex-companheiros Andre Matos (vocal), Luis Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria).

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Conforme transcrito por IgorMiranda.com.br, o artista aponta que o sentimento negativo era, obviamente, recíproco.

“Era uma guerra. Podem falar o que quiser de união, mas união é o c#ralho. Era uma guerra do c#ralho, o que é uma besteira, pois na Europa tem 200 bandas e todo mundo trabalha. […] O brasileiro tem esse lance do monopólio, não sei o porquê. […] É uma pena.”

Como alguém que já está mais velho e consciente de seus acertos e erros no passado, Falaschi sente-se arrependido por toda a situação.

“Eu me arrependo, pois meio que abracei a dor do Kiko e do Rafael, que estavam no Angra. Rolava uma mágoa, os caras ficaram sem se falar por anos. Nunca fui agressivo, nunca desrespeitei ninguém, mas tomava um lado. É coisa de moleque. A gente vai aprendendo.”

Edu Falaschi e Andre Matos

Hoje em carreira solo, Falaschi comentou também sobre o encontro que teve com Andre Matos às vésperas do Rock in Rio 2013. Aquele foi seu último show com o Angra. Felizmente, o cantor conseguiu esclarecer as coisas com o colega, que faleceu em 2019, e os dois seguiram em bons termos.

“As vezes que estive com o Andre… não foram muitas vezes, mas sempre foi muito legal, respeitoso. No Rock in Rio, fomos para fazer um comercial e conversamos muito sobre todas essas rixas. Ele falou: ‘fiquei chateado com uma entrevista tal’. Eu falei: ‘mas é f#da, porque você também falou algumas coisas’. Foi um papo muito legal, porque não teve mimimi, não teve barreira.”

O sucessor de Andre também reconheceu os méritos do trabalho.

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“No fim das contas, falamos para esquecer tudo isso. Falei que não tenho nada a ver com a história dele no Angra. Entrei de gaiato. Disse que ele é um cara f#da, um cara que abriu portas inclusive com o Viper no Japão. Foi o motor para que tudo acontecesse. E falei que eu só estive no Angra por causa dele, que o Angra só existiu porque ele se juntou com o Rafael.”

Angra e “Holy Land”

Segundo álbum do Angra, “Holy Land” foi o primeiro gravado pelo baterista Ricardo Confessori. O tema central lírico é o descobrimento do Brasil, o que fez com que sonoridades e instrumentos nativos fossem adicionados, assim como temas clássicos que remetiam à Europa em alusão aos navegantes.

“Crossing”, faixa de abertura, apresenta uma adaptação para “O Crux Ave” do compositor renascentista Giovanni Pierluigi da Palestrina. “Carolina IV” conta com uma citação a “Bebê”, de Hermeto Pascoal. O trabalho vendeu mais de 800 mil cópias em todo o mundo, ganhando disco de ouro no Japão.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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