Johnny Marr critica Donald Trump por usar música dos Smiths em comício

Ex-guitarrista do grupo já reprovou um político britânico apenas por dizer que gosta de uma canção da banda

O ex-presidente americano Donald Trump é famoso por tocar músicas em seus comícios sem a permissão dos artistas responsáveis. O mais novo revoltado com o político é Johnny Marr.

O ex-guitarrista do The Smiths prometeu impedir que o pré-candidato continue usando o trabalho de sua antiga banda em eventos de campanha pelos Estados Unidos. Atualmente, o empresário disputa as primárias do Partido Republicano, estando com larga vantagem em relação à sua opositora, Nikki Haley.

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Marr compartilhou uma publicação no X/Twitter com um vídeo onde é possível ouvir “Please, Please, Please Let Me Get What I Want”, single de 1984 do The Smiths, antes de Trump subir ao palanque. O internauta responsável por divulgar a filmagem — registrada no ano passado em Rapid City, Dakota do Sul — contou que canções do grupo estão se tornando cada vez mais comuns na campanha do político, ao que o guitarrista respondeu:

“Ahh… certo… ok. Nunca em 1 milhão de anos eu pensaria que isso pudesse acontecer. Considere esta m#rda cancelada já.”

Não é a primeira vez que Johnny Marr se opõe duramente à associação de um político de direita com a obra do The Smiths. Quando o ex-primeiro-ministro britânico David Cameron escolheu uma composição do grupo como uma de suas favoritas, o guitarrista o criticou (via Rolling Stone).

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“Pare de dizer que gosta de The Smiths, você não gosta. Eu te proíbo de gostar.”

Donald Trump vs. artistas

Donald Trump é frequentemente acusado por músicos de usar canções em seus comícios sem a devida permissão. Enquanto alguns entram na Justiça para impedi-lo de fazer isso, outros já declararam apoio a adversários e o criticaram de forma mais direta. No caso de artistas falecidos, familiares e responsáveis pela obra de também já se manifestaram contra o uso de composições deles.

Entre os nomes que já tiveram problemas com o ex-presidente americano estão Adele, Aerosmith, o espólio de George Harrison (Beatles), Bruce Springsteen, John Fogerty (Creedence Clearwater Revival), Elton John, Axl Rose (Guns N’ Roses), os representantes de Leonard Cohen, Linkin Park, Nickelback, Neil Young, o legado de Luciano Pavarotti, Ozzy Osbourne, o espólio de Prince, Brendon Urie (Panic! At the Disco), Pharrell Williams, R.E.M., Brian May (Queen), Rihanna, os representantes de Tom Petty, Rolling Stones, Victor Willis (Village People) e The White Stripes.

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Por que o uso continua

A questão é: por mais que esses artistas entrem na Justiça contra Donald Trump, sua campanha negocia com empresas que possuem direitos sobre todo ou parte do catálogo dos músicos. Com isso, ele segue utilizando o trabalho de pessoas que muitas vezes não concordam com suas visões políticas.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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