Nuno Bettencourt explica a motivação por trás do solo de “Rise”, do Extreme

Primeiro single do álbum mais recente da banda americana viralizou por conta da performance do guitarrista

Quando o Extreme lançou “Rise” como primeiro single do álbum “Six”, eles jamais imaginavam a repercussão que a música alcançaria. O brilho individual de Nuno Bettencourt no solo despertou a atenção de muitos produtores de conteúdo nas mídias sociais, o que levou a canção ao conhecimento de muitas pessoas que jamais teriam acesso a ela de outra forma.

Figuras históricas das seis cordas como Brian May (Queen), Steve Lukather (Toto) e Phil Collen (Def Leppard) também foram a público destacar o resultado obtido pelo português em sua performance. Em entrevista à Classic Rock, o instrumentista confessou que seus objetivos não eram nada humildes quando entrou em estúdio.

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“Eu digo isso com muita humildade, mas meu empresário questionou: ‘Ei, qual é a sua vibe? O que você pretende como guitarrista neste álbum?’. Respondi: ‘Estou buscando sangue’. Queria trazer a guitarra de volta. Não necessariamente de uma forma técnica, mas sendo alegre e emocionante. Todos os grandes guitarristas tinham criatividade, mas havia amor e paixão no que faziam.”

O parceiro musical de Gary Cherone, Pat Badger e Kevin Figueiredo reconhece admirar artistas dotados de grande capacidade de execução. Porém, não é isso que busca quando está compondo.

“O importante para mim foi trazer a guitarra de volta ao contexto da música. Há guitarristas que sigo no Instagram e fico de queixo caído com o que podem fazer. Esses caras estão sentados lá [imitando uma série de notas impossíveis], e eu fico tipo, ‘O que ele está fazendo?!’ Mas nem sempre ouço muito desse tipo de coisa nas músicas. Quero inspirar uma geração de uma forma diferente. Monte uma banda! Escreva canções! Para mim, tocar uma música dentro de outra – que é como vejo um solo – é muito mais difícil como compositor do que pegar uma guitarra e simplesmente se exibir.”

Deixar a música “respirar”

Nuno deixa claro que tão importante quanto tocar é saber o momento de deixar a música “respirar”.

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“É uma questão de ter coragem de não tocar muito em uma faixa que na verdade não precisa de tanto. Deixe aqueles espaços que realmente importam entre as notas. Você tem que encaixar o solo certo na música certa. Aprendi isso anos atrás, quando ‘Eruption’ [do Van Halen] foi lançada. Todo mundo ficou tipo, ‘O que aconteceu aqui? Ele mudou o jogo!’ Mas nesse mesmo álbum, você tem ‘Ain’t Talkin’ ‘Bout Love’, onde Edward toca um solo de duas notas que é quase como algo que um iniciante poderia ter feito. E isso é o que realmente interessa, fazer o que a música pede.”

Nuno Bettencourt, Extreme e mais

Nascido em Praia da Vitória, Portugal, Nuno Duarte Gil Mendes Bettencourt mudou para os Estados Unidos com a família aos 4 anos de idade. Inicialmente, seus objetivos eram se tornar ator ou atleta. Só depois se interessou por música, começando na bateria e passando à guitarra.

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Juntou-se ao Extreme em 1985, seguindo com o grupo até hoje, participando de todas as suas atividades. Até o momento são seis álbuns de estúdio com mais de 10 milhões de cópias vendidas.

No hiato da banda, entre 1996 e 2007, lançou discos solo, além de participar do Mourning Widows, Population 1, DramaGods, The Satellite Party e Baby Animals, com sua ex-esposa Suze DeMarchi.

Produziu e gravou com nomes como Dweezil Zappa, Steel Panther, Dan Reed Network, Robert Palmer e Nickelback. Também possui extensa lista de colaborações com artistas fora do âmbito do rock, como Janet Jackson, Rihanna, Joe Jonas e Toni Braxton, entre outros.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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