A opinião de Jimmy Page sobre os primórdios do Pink Floyd, com Syd Barrett

Guitarrista do Led Zeppelin chegou a comparar a visão artística de Barrett com a do guitarrista Jimi Hendrix

Syd Barrett integrou o Pink Floyd como vocalista e guitarrista por cerca de três anos, entre 1965 e 1968. Apesar do pouco tempo na banda, o músico trouxe grandes contribuições, não só para o grupo, mas para a história num todo, na opinião de Jimmy Page

Conversando em 2017 com Phil Alexander, ex-editor da revista Mojo (via Classic Rock), o eterno guitarrista do Led Zeppelin confessou que nunca viu o Floyd ao vivo com Barrett na formação. Ainda assim, nutre uma grande admiração pelo saudoso artista, como declarou:

“Syd Barrett era absolutamente inacreditável em relação ao que estava fazendo. Ele decidiu sair do lugar e abriu caminho para várias coisas incríveis. A versão deles de psicodelia era muito legal. Havia músicas rotuladas de psicodelia que eram uma porcaria, sem citar nomes. Mas o que o Pink Floyd estava fazendo era seriamente experimental e isso diz muito.”

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Anos antes, em 2012, Page comparou a visão artística de Syd Barrett à do lendário guitarrista Jimi Hendrix. Em bate-papo com Brad Tolinski, editor-chefe da revista Guitar World, disse:

“A composição de Syd Barrett nos primeiros álbuns do Pink Floyd foi inspiradora. Nada soava como Barrett antes do primeiro álbum do Pink Floyd. Eram tantas ideias e acertos. Você consegue realmente sentir a genialidade. Foi trágico que ele tenha ficado mal. Tanto ele quanto Jimi Hendrix tinham uma visão futurista em certo sentido.”

Syd Barrett e Pink Floyd

Nascido em Cambridge, Inglaterra, Roger Keith Barrett começou a tocar ukulele aos 10 anos, passando para o banjo e violão antes de chegar à guitarra aos 15. Construiu seu primeiro amplificador sozinho.

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Foi membro fundador do Pink Floyd, participando dos primeiros singles e do álbum de estreia, “The Piper at the Gates of Dawn”. Caracterizava-se pelo estilo psicodélico de tocar, com acordes dissonantes, efeitos e distorções.

Os problemas mentais intensificados pelo abuso químico ocasionaram sua demissão da banda. Após a saída, lançou dois álbuns solo no início da década de 1970, apoiado pelos antigos colegas. Foram seus últimos trabalhos antes de abandonar a indústria musical.

Sua personalidade seguiu sendo inspiração para a banda que criou. Chegou a aparecer no estúdio durante as gravações do álbum “Wish You Were Here”. Os músicos não o reconheceram, devido à aparência totalmente diferente de poucos anos antes.

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Morreu em 7 de julho de 2006, devido a um câncer pancreático agravado pelo diabetes.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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