Excesso de tecnologia está matando rock e metal, diz M. Shadows

Vocalista do Avenged Sevenfold protesta contra o exagerado uso de elementos artificiais na música atual

Chega a ser um contrassenso ver M. Shadows falar sobre a morte do rock e metal. Afinal de contas, saudosistas radicais já o acusaram (de forma totalmente injusta e equivocada, ressalte-se) de estar fazendo justamente isso quando surgiu com o Avenged Sevenfold em um passado não muito distante.

Mas o vocalista tocou no assunto durante entrevista ao podcast The Ex-Man with Doc Coyle – transcrita pelo Guitar.com. O tema veio à tona quando o músico falou sobre os recursos utilizados por sua banda na gravação do álbum mais recente, “Life is But a Dream…”, disponibilizado no início do mês passado.

“Há muito vocoder (sintetizador de voz) e coisas do tipo que estamos fazendo neste disco. Mas não usamos o vocoder do ProTools, certo? Nós trouxemos os teclados de verdade para o estúdio e o usamos manualmente. Uma coisa que eu penso e já disse no Twitter é que o uso excessivo de tecnologia está matando o metal e o rock. Sei que pareço o ‘velho gritando para a nuvem’, como o vovô Simpsons, mas é o que realmente acho.”

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O cantor acabou sendo convidado a se aprofundar na tese.

“Todo mundo está usando os mesmos samples, as mesmas ferramentas para preencher os alto-falantes. Estão bloqueando suas mixagens, os vocais estouram e vão até o topo… O ouvinte comum que ouve isso fica tipo ‘Isso soa apenas como uma linha reta de alguma coisa, mas não é atraente para mim porque não há dinâmica, não há isso ou aquilo, tudo soa igual.’”

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M. Shadows e o uso correto da tecnologia

A seguir, M. Shadows citou bandas que considera utilizarem a tecnologia de maneira correta.

“Eu acho que é por isso que bandas como Tool ou System of a Down se sobressaem. Elas conseguem ter uma dinâmica, há realidade acontecendo ali. Talvez haja uma razão pela qual o rock tem dificuldade em ser traduzido para o mundo moderno. Como seria o som do ‘Master of Puppets’ se a bateria fosse quantizada, tudo fosse preenchido nos alto-falantes, tudo perfeitamente afinado? Simplesmente não teria aquela mesma coisa que faz você se senti-lo.”

Avenged Sevenfold e “Life is But a Dream…”

Oitavo disco de estúdio do Avenged Sevenfold, “Life is But a Dream…” chegou ao 13º lugar na parada norte-americana. Ainda foi Top 10 em outros 7 charts entre Europa e Ásia. A maior parte da crítica elogiou as novas abordagens sonoras exploradas pelo grupo durante o tracklist.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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