Peter Frampton explica por que decidiu voltar da aposentadoria

Doença autoimune fez músico realizar turnê de despedida; agora, ele decidiu retornar aos palcos e anunciou série de shows na América do Norte

Peter Frampton foi diagnosticado com miosite por corpos de inclusão – uma doença degenerativa que afeta os músculos, sobretudo dos braços e das pernas. Por causa da saúde, o músico anunciou em 2019 sua aposentadoria dos palcos e chegou a realizar uma turnê de despedida, concluída no fim do ano passado – performando sentado nos shows finais.

Logo após o então concerto derradeiro, realizado em Dusseldorf, Alemanha, no último mês de novembro, uma apresentação gratuita em Nashville, nos Estados Unidos, foi marcada para janeiro. Meses depois, Peter comunicou que voltaria às atividades e excursionaria novamente pela América do Norte, entre junho e agosto de 2023, com a “Never Say Never Tour”.

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Em entrevista ao Ultimate Classic Rock, o artista explicou por que decidiu deixar a aposentadoria de lado. Não houve um motivo específico além da vontade de tocar novamente. 

“Eu desisti da aposentadoria. Fizemos a turnê de despedida nos Estados Unidos e no Canadá em 2019 e terminamos esses shows em maio de 2020. Íamos para a Europa em seguida, mas tudo parou por causa da covid-19. Pensei que não daria para continuar até que conseguiram uma data no Royal Albert Hall, em Londres, em novembro de 2022. Então nós fomos, fizemos uns oito shows na Europa, o que foi incrível. E então tocamos num programa de TV com um público convidado nos Estados Unidos e pensei: ‘se ainda posso tocar, por que estou sentado em casa?’. Tenho que ser honesto, é diferente, minhas mãos não são tão fortes, então cada nota que toco é importante para mim. Estou dando agora mais valor para cada nota como nunca antes, por causa da situação. E o tempo não é meu amigo.”

Por ser autoimune, a miosite por corpos de inclusão não há um tratamento efetivo recomendado. Com o tempo, os danos em relação aos movimentos podem tornar-se mais sérios. Justamente por isso, o guitarrista quer aproveitar o momento. 

“Foi difícil tomar essa decisão de voltar no início porque eu tinha feito essa declaração de que queria parar enquanto ainda pudesse tocar bem, o que aconteceu na turnê final. Eu ainda estava praticamente no meu auge. E as coisas decaíram um pouco, mas minha banda disse: ‘Do que você está falando? Não notamos nenhuma diferença’. Então eu disse: ‘Bem, eu sei’, por causa das escolhas que faço durante os solos improvisados. Minhas escolhas são diferentes, mas não são piores. É apenas uma maneira diferente de tocar. É desafiador, eu amo um desafio, e é quase mais legal. É tão estranho. Como o ‘menos’ pode ser mais legal? Não sei, mas estou apenas gostando do fato de que ainda posso tocar.”

Sobre Peter Frampton

Nascido em Beckenham, cidade da região metropolitana de Londres, Peter Kenneth Frampton começou a tocar aos 7 anos, após ter achado um banjo de sua avó no porão de casa. Foi autodidata na guitarra e piano, tendo posteriormente estudado música clássica.

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Aos 12, começou a tocar na banda Little Ravens, que costumava se apresentar junto ao George and the Dragons, grupo de David Bowie, aluno do pai de Peter na escola de artes.

Também passou pelo Truebeats e o Preachers, empresariado por Bill Wyman, baixista dos Rolling Stones. Tornou-se fenômeno nacional com o The Herd, que emplacou singles na parada britânica.

Em 1969 se juntou a Steve Marriott no Humble Pie. Após quatro álbuns de estúdio e um ao vivo, saiu da banda. No período, também gravou com Jerry Lee Lewis, Harry Nilsson e John Entwistle, entre outros.

Desde 1971, comanda sua carreira solo, que incluiu um dos discos ao vivo mais vendidos de todos os tempos, “Frampton Comes Alive!” (1976), que teve mais de 12 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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