Neal Schon notifica Jonathan Cain para impedi-lo de tocar em comício de Trump

Relação entre os líderes do Journey vem sendo abalada por conta de uma série de batalhas legais

Analisando os últimos anos na história do Journey, é quase um milagre que a banda ainda esteja sendo liderada por Neal Schon e Jonathan Cain, os donos da marca junto do ex-vocalista Steve Perry. O guitarrista e membro fundador vem se mostrando publicamente descontente com várias ações do tecladista, que entrou no início dos anos 1980 e se tornou um dos principais compositores.

Recentemente, Schon acusou legalmente Cain de estar privando seu acesso às contas da banda enquanto as usa para interesses próprios. Jonathan rebateu dizendo que o colega quer aproveitar os ganhos do grupo para liquidar dívidas pessoais, já que não consegue controlar os próprios gastos. A batalha segue nas barras da justiça.

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Porém, o principal ponto de conflito entre os dois está no cerne político. Já há alguns anos, o tecladista é uma figura próxima a Donald Trump. Sua esposa, a pastora Paula White, atua como guru espiritual do ex-presidente americano. Não foram poucas as vezes que o músico usou a obra da banda em eventos promocionais políticos, o que desagradou não apenas Neal, como Perry.

Agora, a encrenca foi um passo adiante. Um advogado, representando Schon, enviou carta a Cain pedindo que pare de tocar a música “Don’t Stop Believin’” em comícios de Trump. O pedido não se configura em uma ação judicial, mas pode ser visto como uma primeira atitude visando desfecho perante a lei.

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Diz a carta, conforme obtida pelo The Wrap:

“Embora o senhor Cain seja livre para expressar suas crenças e associações pessoais, quando ele faz isso em nome da banda, tal conduta é extremamente deletéria para a marca, pois polariza os fãs e o alcance. O Journey não é e não deve ser político.

A afiliação não autorizada que o senhor Cain faz do Journey com a política de Donald Trump deixou os fãs da banda em pé de guerra, como é demonstrado por uma amostra dos e-mails anexados e comentários no Twitter. Isso causou e continua causando danos irreparáveis à marca, sua base de fãs e potencial de ganhos, especialmente à luz da próxima turnê.

O senhor Cain não tem o direito de usar o Journey para fins políticos. Sua política deve ser assunto pessoal dele. Ele não deve capitalizar a marca para promover sua agenda política ou religiosa pessoal em detrimento da banda.”

Réplica de Jonathan Cain e tréplica de Neal Schon

Um representante de Jonathan respondeu:

“Schon está apenas frustrado por continuar perdendo no tribunal e agora está alegando falsamente que a música foi usada em comícios políticos.”

Foi o suficiente para Neal usar seu Twitter para rebater:

“Agora ele está alegando que continuo perdendo no tribunal? Infuckingsane. Saia do Kool-Aid. Uau – mentiras atrás de mentiras. Ganhei um caso no tribunal com Cain e o atual ainda não foi ouvido. O juiz não achou que fosse uma emergência. Decisão zero.”

Em outra mensagem, adicionou um link para uma entrevista de Cain de 2017, acrescentando:

“Ouçam por volta de 9:25 minutos. O próprio Jonathan Cain falando que política e religião não são uma boa ideia misturadas com nossa música. Uma palavra – hipócrita – apenas ouçam.”

Kool-Aid?

Para esclarecimento: Kool-Aid é a marca conhecida no Brasil como Ki-Suco. “Beber o Kool-Aid” é uma frase que sugere que alguém adotou sem pensar um dogma de um grupo ou um líder de culto sem entender completamente as ramificações ou implicações.

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A expressão ganhou força após os eventos que culminaram no Massacre de Jonestown em 1978. Em Jonestown, Guiana, os seguidores do Templo de Jim Jones beberam de um tanque de metal contendo uma mistura de Kool-Aid, cianeto e medicamentos prescritos Valium, Phenergan e hidrato de cloral. 918 morreram em um misto de suicídio coletivo e assassinatos.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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