Lars Ulrich faz homenagem ao falecido Burke Shelley, seu ídolo do Budgie

Baterista do Metallica não esconde influência de Shelley, que nos deixou na última segunda-feira (10), no som de sua banda

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, fez uma homenagem a Burke Shelley, vocalista e baixista do Budgie, em uma publicação na seção Stories da rede social Instagram. Shelley faleceu na última segunda-feira (10), aos 71 anos.

“Obrigado Burke por tudo que você fez pela música pesada. Muita admiração por você ter co-escrito e criado duas músicas que o Metallica teve a honra de gravar ao longo dos anos: ‘Breadfan’ e ‘Crash Course in Brain Surgery’.”

A versão do grupo de Ulrich para “Crash Course in Brain Surgery” está no EP “Garage Days Re-Revisited” (1987). Por sua vez, a regravação de “Breadfan” saiu como lado B do single “Harvester of Sorrow”, em 1988. Ambas as faixas foram reaproveitadas no álbum “Garage Inc” (1998).

Burke Shelley e Budgie

Burke Shelley enfrentou uma série de problemas cardíacos nas últimas décadas, tendo inclusive se afastado dos palcos. Em 2020, anunciou ter sido diagnosticado com um aneurisma da aorta. Recusou cirurgia devido ao alto risco do procedimento e as possíveis consequências limitadoras que traria.

Nascido em Cardiff, País de Gales, po músico fundou o Budgie em 1967. Inicialmente o grupo usava o nome Hills Contemporary Grass, depois Six Ton Budgie e, desde 1970, a alcunha que os consagrou.

Nos anos 1970, várias associações foram feitas entre Shelley e Geddy Lee (Rush), tanto pela posição que ocupavam em suas bandas quanto pelo timbre vocal e semelhanças visuais.

Influência de várias bandas de heavy metal, chegando a ter composições regravadas por Metallica e Iron Maiden, Burke Shelley declarou publicamente não se sentir confortável com a associação devido a suas convicções cristãs e a temática abordada por artistas do gênero. Mesmo assim, sempre fez questão de agradecer pelo reconhecimento.

Seu maior sucesso foi a música “Breadfan”, justamente a regravada pelo Metallica. No Brasil, ela serviu de trilha incidental para programas esportivos da Rede Globo, como o Esporte Espetacular e o Globo Esporte.

* Texto por Igor Miranda e João Renato Alves.

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