O que fez John Lennon sentir-se atraído por Yoko Ono, na opinião de Paul McCartney

Beatle falecido em 1980 gostava de mulheres fortes, com base em exemplos que teve em sua própria família

Apesar de já ter reconhecido inúmeras vezes que Yoko Ono não foi a causa do rompimento dos Beatles, Paul McCartney reconhece que John Lennon precisava deixar a banda de lado para se dedicar ao seu então novo amor.

Em entrevista à National Public Radio, transcrita pelo Ultimate Guitar, o músico voltou a afirmar que a ação de acabar com o grupo foi proposta pelo falecido colega, ao contrário do que sua carta de renúncia em 1970 deu a entender.

“Fiquei pasmo quando ele falou que estava fora. Seria definitivo ou apenas algo típico de John, uma declaração dramática para nos reagruparmos em algumas semanas? Foi chocante, imagine alguém entrar na sala de uma hora para outra e dizer que a fábrica está fechando. Era o nosso trabalho.”

Após refletir, Paul entendeu que John estava em um novo momento de vida, que não incluía seus agora antigos parceiros.

“Ele precisava zerar tudo para dar atenção integral a Yoko. Foi muito difícil porque sabíamos que ele estava apaixonado por ela.”

A atração de John Lennon por Yoko Ono

Ainda em sua declaração, Paul McCartney apontou os motivos que fizeram John Lennon sentir-se tão atraído por Yoko Ono.

“Por ter conhecido John pessoalmente por tanto tempo, eu sabia que ele gostava de mulheres fortes. A tia Mimi, que o criou principalmente, era uma mulher bastante forte, assim como outras de sua família. Então, quando ele conheceu Yoko, se sentiu muito atraído por ela e entendeu ser a hora de se libertar. Mas no começo não estávamos muito interessados ​​nisso. Era tipo: ‘quem é essa e por que ela está sentada no meu amplificador?’.”

Por fim, o artista confessou que a sensação foi a mesma que muitas pessoas sentem ao final de um relacionamento sobre a fila andar.

“Os Beatles foram meu emprego e meu mundo artístico por vários anos. Tendo conhecido John desde que éramos adolescentes, estados juntos até este ponto e ver tudo chegando ao fim foi muito desafiador. A primeira pergunta era: ‘o que eu faço agora?’.”

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