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Por que Vivian Campbell só ficou no Whitesnake para uma turnê



O guitarrista Vivian Campbell despontou, na década de 1980, como o guitarrista-fenômeno do Dio, banda do vocalista Ronnie James Dio. Ele acabou saindo do grupo em 1986 e logo se junto ao Whitesnake, que havia perdido John Sykes logo após o álbum autointitulado (informalmente chamado de “1987”) ser lançado.

Porém, a passagem de Campbell pelo Whitesnake foi bem rápida. O músico logo deixou a formação em 1988, assim que a turnê de divulgação foi concluída.

Em entrevista ao Planet Rock Live, transcrita pelo Ultimate Guitar, Vivian relembrou seu período no Whitesnake. Ele destacou que sua entrada para a banda foi bem curiosa, já que chegou a gravar videoclipes antes mesmo do primeiro ensaio, e a saída ocorreu de forma natural.

Inicialmente, Campbell destacou que foi “estranho” fazer a turnê de um álbum que ele nem havia tocado. “Sim, foi estranho. Após ser demitido do Dio, voltei à Irlanda para pensar no que fazer. John Kalodner, da Geffen, me mandou uma fita com o então novo álbum do Whitesnake. Fiquei impressionado. Foi a obra-prima de John Sykes. Éramos muito influenciados por Gary Moore, então, era bem minha pegada. No dia seguinte, soube que David (Coverdale, vocalista) demitiu a banda toda e precisava de músicos para a turnê”, disse ele, que chegou a gravar um solo para a música “Bad Boys”, daquele álbum.

O guitarrista logo viajou para Los Angeles e conheceu os demais integrantes – Coverdale, o também guitarrista Adrian Vandenberg, o baixista Rudy Sarzo e o baterista Tommy Aldridge. “Gravamos três clipes em cinco dias. Só depois, fomos ensaiar e tocamos pela primeira vez. Foi bem ‘ao avesso’. Tenho muito respeito por esses caras, mas não acho que sentíamos orgulho enquanto banda”, afirmou.

– Leia: ‘1987’, o disco do Whitesnake que tinha tudo para dar errado

Em seguida, ele explica: “Fomos chamados mais pela imagem. O clipe de ‘Still of the Night’ bombou e era muito tocado. O álbum fez muito sucesso, a turnê foi enorme, mas vir da banda original de Dio, que tinha muita química e internamente conectada, para uma banda em que eu sentia que os integrantes nem ouviam um ao outro, com cinco integrantes fazendo seus shows próprios, com cabelão e jeans rasgado… essa foi a minha sensação: cinco caras fazendo coisas individuais no palco. No Dio, realmente era sobre a música”.

Apesar disso, Vivian Campbell relembrou do período no Whitesnake com carinho. “Foi muito divertido. Fez muito sucesso e a turnê durou uns 15 ou 16 meses. Percorremos todo o mundo e fizemos a América duas vezes”, disse.

A saída dele foi natural, logo quando o álbum seguinte, que viria a ser “Slip of the Tongue”, começou a ser feito. “As coisas saíram do trilho quando começamos a compor o próximo disco. Ficou muito óbvio que não daria certo. Não iríamos compor como banda, então, eu sabia que não haveria um futuro para mim ali. Eu não queria estar em uma banda onde eu só tocasse guitarra: queria fazer parte da banda”, afirmou.

– Leia: David Coverdale tinha dívida milionária antes de ‘1987’


Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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