*Por Jessica Valentim | Em sua quarta passagem pelo Brasil, o Halestorm subiu ao palco do Monsters of Rock 2026, no Allianz Parque, em São Paulo, impulsionado por um momento de alta visibilidade global. Em julho último, sua performance de “Perry Mason” no festival Back to the Beginning — despedidas de Ozzy Osbourne e Black Sabbath — colocou sob os holofotes a competência da banda e, em especial, a técnica vocal de Lzzy Hale.
É apenas mais um capítulo de uma história de sucesso, com direito a vencer um Grammy em seus primeiros anos de mainstream, cinco álbuns no top 40 da Billboard e certificações de ouro pelo disco de estreia (2009) e platina por “The Strange Case of…” (2012). E participar de um festival tão tradicional no Brasil como o Monsters serve como outra página deste livro.

Na apresentação de sábado (4), Lzzy ofereceu agudos e drives potentes e uma presença de palco magnética. Roubou a cena junto do irmão Arejay Hale (bateria), Joe Hottinger (guitarra) e Josh Smith (baixo), entregando um show com autoridade de headliner a ponto de mostrar que o futuro do som pesado passa por eles.
No repertório com aproximadamente uma hora de duração, o quarteto americano soube dosar suas escolhas com inteligência. Hinos obrigatórios de “The Strange Case of…” como a maliciosa “Mz. Hyde”, a explosiva “I Miss the Misery” e a visceral “Love Bites (So Do I)” dividiram espaço quase igualitário com faixas da fase atual, a exemplo da envolvente “Wicked Ways”, do álbum “Back from the Dead” (2022) e das novíssimas “Rain Your Blood on Me” — que dominou o público com um refrão convidativo —, “Watch Out!” e “Everest”, faixa-título do trabalho mais recente.

Mesmo com a guitarra em punho na maior parte do tempo — o que poderia limitá-la a um ponto fixo no palco —, Lzzy Hale se movimenta constantemente. Frontwoman experiente, preenche cada espaço com uma energia contagiante e interação direta, reforçando sua conexão com a plateia ao, por exemplo, dedicar “Like a Woman Can” a todas as mulheres presentes.
Houve também espaço para um solo de bateria, momento que costuma ser o “ponto cego” de muitos shows, mas que aqui ganhou contornos de entretenimento puro quando Arejay sacou um par de baquetas gigantes para finalizar a performance. E mesmo nos trechos em que o ritmo desacelerava para passagens mais melódicas, o público não era perdido; justamente pelo poderio vocal de Lzzy seguir se sobressaindo.
O Halestorm roubou a cena no Allianz Parque. Não seria surpresa vê-los em posições ainda mais altas em lineups de outros festivais no Brasil. Até por isso já ocorrer no exterior.

Repertório — Halestorm no Monsters of Rock 2026
- Fallen Star
- Mz. Hyde
- I Miss the Misery
- Love Bites (So Do I)
- Watch Out!
- Like a Woman Can
- I Get Off
- Familiar Taste of Poison (trecho)
- Rain Your Blood on Me
- Solo de bateria de Arejay Hale
- Freak Like Me
- Wicked Ways
- Everest

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