...

O que fez o Avenged Sevenfold se apaixonar por “St. Anger”, do Metallica

Segundo Zacky Vengeance, banda acabou influenciada pelo disco lançado em 2003: "pensamos: ‘se o Metallica pode fazer isso, então a gente também pode’"

O Metallica exerceu uma grande influência no Avenged Sevenfold. Isso é percebido não só sonoramente, sobretudo no disco “Hail to the King” (2013), como na maneira de pensar em turnês e tratar os fãs. Ao longo dos anos, as bandas acabaram criando um laço e realizaram apresentações conjuntas em 2006, 2009, 2016 e 2017. 

Um dos motivos pelos quais o A7X ficou apaixonado pelo trabalho de James Hetfield, Lars Ulrich e companhia, curiosamente, envolve um dos discos mais polêmicos dos músicos: “St. Anger” (2003).

- Advertisement -

No X/Twitter, o vocalista M. Shadows destacou em 2022 que tem “expressado abertamente” seu amor pelo trabalho desde que foi lançado. O mesmo aplica-se para o guitarrista Zacky Vengeance que, durante recente entrevista à rádio 101 WRIF, explicou como o álbum acabou inspirando ele e os colegas. 

Segundo o músico, o Avenged Sevenfold excursionava pelos Estados Unidos em uma van quando “St. Anger” chegou a público e mudou a percepção dos artistas. Conforme transcrição do Blabbermouth, ele relembrou:

“Pode parecer controverso, mas em 2003, a gente estava fazendo turnê em uma van, cruzando o país para tocar em shows pequenos, bem na época em que ‘St. Anger’ saiu. E aquele foi o álbum mais divisivo do Metallica desde ‘Load’, ‘Reload’ e o ‘Black Album’. As pessoas se perguntaram: ‘o que eles estão fazendo?’ Era o som mais maluco [de um álbum]. E a gente se apaixonou por aquilo.”

Zacky confessa que o projeto não é necessariamente o favorito da banda. Ainda assim, o fato de que o Metallica quis trazer um som “thrash cru” e “completamente insano” mostrou para o A7X que era possível experimentar e ousar:

“Pode não ser o nosso álbum favorito do Metallica, mas a ideia por trás dele, o fato de ser tão diferente e de precisar ser realmente ouvido… eles simplesmente foram atrás de um som thrash cru, usando timbres que não eram perfeitos, nada de bateria com samples modernos de estúdio. Eles podem fazer o que quiserem e escolheram ir lá e fazer esse álbum completamente insano. E pensamos: ‘se o Metallica pode fazer isso, então a gente também pode’.”

Lógica utilizada pelo Avenged Sevenfold

Sendo assim, o Avenged Sevenfold aplicou a lógica para a própria discografia, o que incluiu o mais recente disco “Life is But a Dream…” (2023). Ao NME em 2024, Zacky Vengeance mencionou o tópico:

“O disco causou exatamente a reação que queríamos provocar: ser polarizador e criar algo que muita gente nem sabia que queria. Para nós, isso é o que torna a arte melhor, porque as pessoas esperam um certo padrão das bandas de que gostam. Já no nosso caso, a ideia era fazer algo que elas nem sabem que precisam em suas vidas… e, sendo sincero, isso também irrita algumas pessoas! Mas sempre fomos assim. Sempre fizemos isso. Alguns disseram que é o pior álbum que já ouviram, enquanto outros afirmam que mudou suas vidas. Se você está apenas fazendo o básico, no automático, então acho que não está tendo sucesso como artista.”

O guitarrista também manteve o mesmo pensamento para o seu álbum solo de estreia, “Dark Horse”, que sai nesta sexta-feira (3). Conversando com o canal Rock Feed a respeito do projeto, o músico refletiu sobre a beleza da “imperfeição” na arte: 

“Eu gosto da imperfeição. É a minha coisa favorita. É aí que toda a beleza está. E eu sempre volto a isso. Tipo, todas as minhas obras de arte favoritas estão muito longe de serem perfeitas, elas simplesmente são reais. São humanas. Há algo de tão espetacular nisso.”

Metallica e “St. Anger”

Oitavo álbum de estúdio do Metallica, “St. Anger” foi gravado com o produtor Bob Rock no baixo, já que Jason Newsted havia deixado a formação logo antes das gravações. Robert Trujillo ficou com a vaga em definitivo e participou da turnê de divulgação.

Sonoramente, o disco se afasta de tudo o que o grupo havia feito até ali e busca influências do nu metal. Praticamente não há solos de guitarra e a bateria de Lars Ulrich apresenta uma timbragem estalada.

A banda também passava por um período conturbado após a saída de Newsted, com relações abaladas internamente. A situação pode ser vista em detalhes no documentário “Metallica: Some Kind of Monster” (2004), disponível na Netflix.

Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.

ESCOLHAS DO EDITOR
InícioCuriosidadesO que fez o Avenged Sevenfold se apaixonar por “St. Anger”, do...
Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

DEIXE UMA RESPOSTA (comentários ofensivos não serão aprovados)

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui


Últimas notícias

Curiosidades