Zakk Wylde sempre ressalta a admiração por Randy Rhoads. Para o guitarrista, o saudoso parceiro de Ozzy Osbourne compôs solos incríveis para os discos “Blizzard of Ozz” (1980) e “Diary of a Madman” (1981), com um em específico sendo o grande destaque.
Conversando com o Music Radar, Wylde , que também estabeleceu uma colaboração de sucesso com o Madman, elegeu o solo de “S.A.T.O.” como o melhor do instrumentista. Não só, como ainda citou outros exemplos, destacando:
“Quero dizer, eu amo todos os solos, mas o solo de ‘S.A.T.O.’ é simplesmente incrível. Obviamente, todo mundo gravita em torno de ‘Mr. Crowley’ e ‘Crazy Train’, mas o solo de ‘S.A.T.O.’, assim como de ‘Diary of a Madman’ e de ‘Revelation (Mother Earth)’, é absurdo! É coisa de outro mundo. É insano: ousado, ambicioso e totalmente fora da caixa. Não se parecia com nada que você já tivesse ouvido antes.”
Respondendo à pergunta para o DVD “Thirty Years After the Blizzard”, lançado em 2011, o guitarrista trouxe outra resposta e citou primeiramente “Flying High Again”. Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, ele explicou na ocasião:
“Meus solos favoritos do Randy… obviamente a gente ama todos, mas ‘Flying High Again’, por exemplo, eu acho incrível. A forma como ele compôs tudo aquilo é simplesmente sensacional. ‘Revelation (Mother Earth)’ é absurda, e as escalas que ele usa em ‘Diary of a Madman’ são insanas também. Claro, muita gente cita ‘Mr. Crowley’, porque é praticamente um manual de pentatônicas, com muita velocidade e agressividade. Eu adoro esse solo, é matador. Mas, como eu disse, todos eles são incríveis.”
De qualquer forma, tocar “Mr. Crowley” sempre figurou como um grande momento para Wylde. Em entrevista ao canal Sweetwater em 2024, o guitarrista abordou o assunto quando perguntado a respeito dos seus solos favoritos:
“‘Mr. Crowley’ é incrível, porque há dois solos nela. Todos os solos de Randy [Rhoads] são incríveis. E eu adoro tudo que Jake E. Lee fez também. Seja ‘Bark at the Moon’, ‘Shot in the Dark’ ou outras músicas. Elas sempre apareciam nos setlists. Amo todas elas.”
Sobre Zakk Wylde
Nascido em Bayonne, Nova Jersey, Jeffrey Phillip Wielandt se destacou na virada dos anos 1980 para os 90, quando assumiu a guitarra na banda de Ozzy Osbourne. Entre idas e vindas, acompanhou o cantor até o final de sua carreira.
Em 1994, fundou o Pride & Glory, projeto voltado ao hard/southern rock que lançou um álbum. Gravou dois discos solo em 1996 e 2016, “Book Of Shadows I e II”. A sonoridade é prioritariamente de arranjos acústicos e intimistas.
Desde a virada do século, lidera o Black Label Society, banda que já lançou onze álbuns de estúdio. Também comanda o Zakk Sabbath, tributo ao Black Sabbath. Recentemente, assumiu o posto de Dimebag Darrell no tributo oficial ao Pantera.
Ainda gravou com Britny Fox, Blackfoot, Damageplan, Dope, Fozzy e Black Veil Brides, entre outros. Foi testado brevemente pelo Guns N’ Roses na segunda metade dos anos 1990. Também realizou uma série de aparições em filmes e séries televisivas, incluindo ter integrado o Steel Dragon, banda fictícia de “Rockstar” (2001).
Sobre Randy Rhoads
Randall William Rhoads começou a tocar guitarra clássica aos 7 anos, na escola de música da mãe, Delores. Sua primeira banda foi a Violet Fox, que tocava covers. Seu irmão, Kelle, era o baterista.
Junto do baixista Kelly Garni, formou o Little Women. O grupo mudaria o nome para Quiet Riot e lançaria dois discos com Randy na guitarra. Inicialmente, eles saíram apenas no Japão.
A seguir, foi convidado a se juntar à banda de Ozzy Osbourne. Gravou os dois primeiros discos solo do Madman e se destacou como guitarrista revelação. Seu trabalho influenciou todas as gerações seguintes. Morreu no dia 19 de março de 1982, em um desastre aéreo.
Em uma curiosidade um tanto quanto aleatória, Eddie Van Halen morreu no mesmo hospital em que Randy Rhoads nasceu: St. John’s Hospital, Santa Monica, California.
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