Sharon Osbourne começou a trabalhar efetivamente com gerenciamento de artistas no fim da década de 1970. Seguindo os passos do pai Don Arden, que empresariava o Black Sabbath, a profissional primeiro cuidou do trabalho do guitarrista Gary Moore e, então, passou a assumir a carreira solo do companheiro Ozzy Osbourne.
Apesar de mais conhecida pelos feitos ao lado do saudoso Madman, a empresária de 73 anos também colaborou com outros grandes nomes. Além de criar a própria companhia Sharon Osbourne Management, esteve envolvida na administração do Motörhead, Lita Ford, The Smashing Pumpkins, Coal Chamber, entre outros.
Agora, porém, Sharon quer distância da área. Após a morte do marido em julho do ano passado, a viúva do Príncipe das Trevas resolveu não agenciar nenhum outro cantor ou banda.
Durante entrevista à Pollstar, ela explicou o motivo: o desinteresse em viajar. Em suas palavras:
“Não, eu não poderia [gerenciar carreiras], porque não quero viajar tanto. Para ser um empresário realmente bom, você precisa estar presente. Não apenas em Londres, Nova York e Los Angeles. Você precisa estar lá, em todos os lugares. E eu não quero isso para a minha vida.”
Sharon Osbourne na função de empresária
Conversando com a Music Business UK em março de 2025, Sharon revelou que aprendeu muito observando o próprio pai, apesar dos “erros terríveis” cometidos por ele. Não só, como também destacou o pressentimento que teve a respeito de Ozzy logo que o conheceu:
“Vi meu pai ser um artista, depois agente, depois empresário e, por fim, comandar sua própria gravadora [Jet Records]. Trabalhei para ele por vários anos. Aprendi tudo o que sei com meu pai. O vi cometer erros terríveis e aprendi muitas coisas boas, mas também coisas que simplesmente não se fazem na indústria. Eu era como uma aprendiz. Aprendi tudo com ele, o bom e o ruim, porque definitivamente herdei o temperamento do meu pai, mas eu não fico com o dinheiro dos outros. Comecei cuidando da carreira do Gary. E eu simplesmente vi algo no Ozzy. Vi aquela faísca. Era eletrizante. Ozzy entrava em um lugar e todo mundo olhava para ele. Em dois minutos, fazia todo mundo rolar de rir. Ele era um jovem muito carismático. Eu acreditei nisso.”
Já à Metal Hammer em junho, a empresária trouxe novamente o tópico à tona e mencionou as dificuldades em ser uma mulher no ramo. Na ocasião, disse:
“A primeira pessoa que eu empresariei foi Gary Moore. Na época, ele estava em turnê com o Thin Lizzy […]. Era muito difícil [ser empresária], porque mulheres na indústria da música eram secretárias. Mulheres não faziam gestão.”
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