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O álbum mais pessoal do Pink Floyd para Roger Waters

Músico citou tal disco como o momento no qual extravasou questões relacionadas ao pai, morto na Segunda Guerra Mundial

The Wall se tornou um álbum tão atrelado à figura de Roger Waters que o músico conseguiu os direitos sobre ele na divisão de bens com o Pink Floyd. Entretanto, o vocalista e baixista citou sucessor desse disco como o mais pessoal de sua carreira.

Em entrevista resgatada pelo site Pink-Floyd.org (via Far Out Magazine), Waters descreveu como The Final Cut (1983) serviu para extravasar certas coisas que não couberam em “The Wall”. Ele disse:

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“Aquele álbum foi sobre meu pai [Eric Fletcher Waters, morto durante a Batalha de Anzio na Segunda Guerra Mundial], e acho que foi o mais pessoal que já fiz. Eu comecei a perceber minha obrigação para com ele e talvez tenha me livrado de alguns fardos ali. Então, sim, é um disco importante pra mim.”

Apesar disso, o legado de “The Final Cut” é complicado. Àquele ponto, Waters havia tomado o comando criativo completo do Pink Floyd, o que desagradou muito seus companheiros de banda. 

David Gilmour nunca escondeu sua frustração quanto ao resultado. Em 1984, quando o disco mal havia completado um ano, o guitarrista falou abertamente sobre sua visão em relação à obra, durante entrevista resgatada pelo site Far Out Magazine:

“Basicamente, Roger tinha uma ideia muito forte de como achava que o álbum deveria ser. Eu simplesmente pensei que ele estava errado na abordagem em vários aspectos e lhe disse isso. Tentei estabelecer um meio-termo, mas não houve disposição de sua parte. Tivemos muitas discussões devido aos pontos conflitantes. Chegou a um ponto em que simplesmente desisti e deixei que ele fizesse o que bem entendesse.”

“Último álbum do Pink Floyd”

“The Final Cut” é reconhecido por muitos como o último álbum do Pink Floyd que conhecemos, porém o próprio Roger Waters discorda dessa caracterização. Em entrevista de 1992, resgatada pelo fansite Neptune Pink Floyd, o baixista e vocalista apontou em “Wish You Were Here” o lançamento derradeiro do grupo.

O álbum de 1975 foi composto em cima de homenagens a Syd Barrett, líder original do grupo, que abandonou a indústria musical devido a doenças mentais. Curiosamente, Waters cita nessa entrevista apenas “The Wall” e “The Final Cut” como discos lançados pela banda subsequentemente, mas na realidade mais projetos solo dele. Ficou de fora “Animals”, lançado em 1977 e baseado no livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell.

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Pedro Hollanda
Pedro Hollanda
Pedro Hollanda é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e cursou Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Apaixonado por música, já editou blogs de resenhas musicais e contribuiu para sites como Rock'n'Beats e Scream & Yell.

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