Gene Simmons acredita que a bateria não seja um instrumento musical. Ao mencionar recentemente que Peter Criss, baterista original do Kiss, não compôs a faixa “Beth” apesar de aparecer creditado, o vocalista e baixista defendeu a polêmica teoria.
Durante entrevista ao canal Professor of Rock, o Demon argumentou que “bateria não é um instrumento musical, por definição”. Em suas palavras, “ela é chamada de instrumento de percussão e é realmente importante, mas você não pode tocar uma virada que possa ser registrada por direitos autorais. Já um riff, sim, você pode criar algo que seja atribuído a você, assim como uma melodia e uma letra”.
Porém, Peter discorda da ideia. Ao defender-se das declarações do antigo companheiro de grupo em pronunciamento para a Billboard, o Catman não só destacou suas contribuições na mencionada faixa, como também explicou por que a bateria é parte fundamental de uma música.
Conforme pontuado pelo artista, a bateria atua como o “coração rítmico” e fornece a “estrutura, andamento e energia”. Além disso, é essencial para a marcação do tempo, fatores que a tornam um instrumento:
“Eu toco um instrumento, sim. Toco bateria, que faz parte da família da percussão que é um dos grupos de instrumentos musicais mais antigos e uma parte fundamental da música. Ela atua como o coração rítmico que fornece estrutura, andamento e energia, unindo os outros instrumentos e guiando o groove na maioria dos gêneros. A bateria é essencial para a marcação do tempo, criando a base que permite que os outros músicos se sincronizem, o que a torna indispensável para uma música coesa e popular, como rock, pop e jazz. Por definição.”
Sobre Peter Criss
Nascido no Brooklyn, em Nova York, George Peter John Criscuola se enveredou pelas artes desde cedo. Interessou-se por música e passou a tocar em big bands, tendo aulas com seu grande ídolo, o baterista Gene Krupa.
Envolveu-se em várias bandas nos anos 1960. A primeira a obter repercussão foi o Chelsea, que gravou um álbum em 1970. O contrato previa o segundo, mas ele acabou não sendo registrado, com o grupo se desfazendo antes. O Lips, duo com Stan Penridge, veio a seguir.
Em 1972 se juntou a Paul Stanley e Gene Simmons na formação do Kiss, que completaria seu lineup original com Ace Frehley. Permaneceu até 1980, retornando em 1996 e saindo definitivamente em 2003. Compôs e cantou “Beth”, single de maior sucesso da carreira do grupo.
Nos períodos fora da banda, lançou discos solo – o mais recente, homônimo, saiu em dezembro. Ainda tentou montar o The Keep, projeto com o guitarrista Mark St. John, que não passou de demos.
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