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Por que não há improviso no Iron Maiden, segundo Adrian Smith

"Tudo tem que acontecer no tempo certo. Tem que ser igual todas as noites", destacou guitarrista, que também mencionou as expectativas do público como argumento

O Iron Maiden é conhecido por entregar verdadeiros espetáculos ao vivo. Em suas apresentações, a banda investe em trocas de cenário, leva o mascote Eddie ao palco e, agora, na turnê “Run for Your Lives”, apostou até mesmo em um grande telão tecnológico.

Por causa da quantidade de elementos nas apresentações, não há espaço para improvisação, nas palavras de Adrian Smith. O guitarrista abordou o tópico em entrevista à Chaoszine, transcrita pela Ultimate Guitar

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Segundo o músico, “tudo tem que acontecer no tempo certo” e “ser igual todas as noites”. Sendo assim, a espontaneidade acaba ficando um pouco de lado, como explicou: 

“Com o Maiden, nós não fazemos passagem de som, então não há muita chance de improvisar. No Maiden, há marcações de luz, cenários, há uma sequência estabelecida. Tudo tem que acontecer no tempo certo. Tem que ser igual todas as noites. Mas, quando você toca em um clube, pode improvisar. É um pouco mais espontâneo.”

Diferenças com Smith/Kotzen

Exemplificando a questão, o guitarrista mencionou Richie Kotzen, seu parceiro no projeto Smith/Kotzen. Diferentemente do colega, que tem liberdade para alongar os solos ao vivo, ele precisa se manter sempre dentro do que foi previamente definido.

“O Richie é muito mais ligado à improvisação. Se você for assistir aos shows solo dele, verá que ele faz um solo e segue por cinco, dez minutos, desenvolvendo. Ao longo da minha carreira, eu só toquei com o Maiden, então o solo é sempre de 16 compassos e pronto. Não há solos longos que se estendem por uma eternidade.”

Fidelidade

O assunto também surgiu enquanto conversava com a Loudwire em abril de 2025. Na ocasião, Adrian citou outras justificativas e explicou que o público espera ouvir os solos da maneira que foram gravados, assim como o baixista e líder Steve Harris

“Por muitos anos, o som nem sempre era bom quando tocávamos em arenas ou em lugares maiores. Era preciso se manter fiel ao que você conhecia, porque era fisicamente muito difícil. Isso mudou com o surgimento dos novos sistemas de monitor e in-ear […].  Hoje é muito mais fácil, o que abre espaço para um pouco de improvisação. Dito isso, quando você toca no meu estilo, os solos são melódicos e as pessoas meio que esperam ouvi-los ao vivo do jeito que foram gravados. Por isso, o Steve costuma me dizer: ‘você precisa mesmo improvisar tanto? Eu prefiro o solo como você costuma tocá-lo’. As pessoas querem ouvir o que você tocou no disco, porque isso faz parte da música, então também preciso levar isso em consideração.”

Iron Maiden no Brasil

O Iron Maiden confirmou uma nova passagem no Brasil com sua turnê, “Run for Your Lives”, em comemoração ao 50º aniversário da banda. Com Alter Bridge na abertura, a banda toca no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 27 (data extra) de outubro de 2026.

A visita do Iron Maiden ao Brasil será a 15ª de sua carreira. A ocasião mais recente havia se dado no fechamento da turnê anterior, “The Future Past”, em dezembro de 2024. Veja mais detalhes clicando aqui.

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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