Bruce Dickinson deixou o Samson no fim de 1981 para entrar no Iron Maiden. Porém, a saída da banda anterior não foi exatamente amigável.
O vocalista precisou pagar um dinheiro alto em despesas jurídicas para que tanto ele quanto o ex-grupo pudessem ficar livres um do outro.
A história foi contada na edição 347 da revista Classic Rock. Dickinson gravou dois álbuns com o Samson: “Head On” (1980), que ele considera seu auge comercial com a banda, e “Shock Tactics” (1981), que representa o ápice artístico da parceria para o vocalista.
No entanto, ele decidiu sair após surgir a oportunidade com o Maiden. A relação interna não era boa e, especialmente, Bruce não enxergava um futuro tão produtivo com o grupo, visto que seus colegas estavam satisfeitos em fazer o básico. O rompimento não foi facilitado, conforme o próprio relembra:
“Eu nunca ganhei nenhum dinheiro com o Samson, mas quando tentei sair para entrar no Maiden, fui processado pelo empresariamento do Samson em 250 mi libras. No fim, conseguimos reduzir para 40 mil libras. Peguei o dinheiro emprestado com o Maiden e comprei minha saída e a saída do Samson. Eu e eles estávamos livres.”
Paul Samson, o líder da banda, não ficou nada feliz com a saída de “Bruce Bruce” (como o vocalista era chamado). O guitarrista faleceu devido a um câncer em 2002, com apenas 49 anos, mas deu tempo de fazer as pazes, segundo Dickinson:
“Paul ficou bem bravo quando eu entrei para o Maiden. Eu nunca soube que ele estava doente até que sua namorada entrou em contato comigo. Mas eu o vi algumas vezes antes de seu falecimento. Fizemos algumas coisas boas juntos. Paul era um grande guitarrista e um bom compositor.”
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