Geddy Lee (Rush) revela sua maior missão enquanto baixista em um trio

Artista ressaltou a importância de “servir a música da melhor maneira possível” durante a execução

Revistas destinadas a instrumentistas e aspirantes sempre acabam destinando boa parte do seu conteúdo a oferecer dicas e instruções. Não apenas dos integrantes das redações, mas especialmente dos músicos que são entrevistados. Sendo assim, em 2020, a Bass Player resolveu compilar uma série de recomendações presentes em suas edições.

O material completo pode ser lido – em inglês, mas nada que o tradutor automático não resolva – clicando aqui. Mas salta aos olhos uma fala de Geddy Lee. O vocalista, baixista e eventual tecladista do Rush ofereceu uma perspectiva interessante de sua função, levando em consideração o fato de tocar em um trio.

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Ele disse, conforme resgate da Guitar World:

“A liberdade do trio é que você tem permissão para estar tão ocupado quanto a coisa pode suportar. Obviamente, você tem que usar o bom gosto e a discrição onde e quando você está ocupado. Realmente tem que servir a música da melhor maneira possível. Se serve para a música estar ocupado, tudo bem, mas se serve melhor para a música ser um pouco mais fundamental e orientada para o groove, então você tem que fazer isso.”

Em outra entrevista, de 2023, à Vulture, ele se aprofundou na reflexão.

“Meu trabalho como baixista em um trio era criar de alguma forma um tom que tivesse graves suficientes para ser satisfatório. Supõe-se que um baixista forneça a extremidade inferior – faz você roncar e se mover. Eu tinha que ter certeza de que estava farto disso. Ao mesmo tempo, sou uma espécie de instrumentista desagradável. Eu quero ser ouvido. Não quero ficar satisfeito apenas em fazer cócegas nas pessoas que estão nos escutando. Quero triturar, fazer uma declaração.

Isso levou a muitas experiências. O truque do Rush sempre foi ser capaz de encontrar um som orgulhoso para o baixo que ainda funcionasse com os outros instrumentos e não ocupasse muito os holofotes. Tentamos compartilhar as luzes. Ser agressivo e ficar fora do caminho quando era necessário sempre foi um desafio para mim.”

Geddy Lee, Alex Lifeson e a volta do Rush

Desde a morte do baterista Neil Peart, ocorrida em 2020, Geddy Lee e o guitarrista Alex Lifeson fizeram poucas aparições conjuntas. As mais destacadas foram no evento em celebração aos 25 anos da animação “South Park” e o tributo do Foo Fighters a Taylor Hawkins e o recente show em homenagem a Gordon Lighfoot.

Nos últimos tempos, em várias entrevistas, os dois aventaram a possibilidade de realizar algum trabalho juntos novamente. E a situação começou a se desenrolar na prática recentemente. Em declaração ao Ultimate Classic Rock, Alex confirmou ter feito jams com o amigo. Porém, o resultado não empolgou.

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“Decidimos que tocaríamos algumas músicas do Rush. Porque, você sabe, não tocamos essas músicas há 10 anos. Começamos isso há algumas semanas. Nos reunimos um dia por semana na casa dele. Escolhemos um material e começamos a tocar. Acabamos soando como uma banda tributo muito, muito ruim.”

Lifeson confessou que o processo foi difícil por conta do ritmo “enferrujado” após tanto tempo. Some a isso a complexidade do repertório criado pelo trio.

“Fiquei pensando: ‘Por que criamos isso de um jeito tão difícil? Por que é tão complicado de tocar?’ Depois de cerca de três repetições de cada canção, a memória muscular entra em ação e sua mão simplesmente segue o percurso. A propósito, as músicas do Rush são muito difíceis! Nossos dedos estão ficando flexíveis e nossos calos estão se acumulando novamente.”

Em outra entrevista, desta vez à Rolling Stone, o instrumentista descartou a possibilidade de retomar o nome que o consagrou para voltar à estrada. O motivo é óbvio: sem Neil Peart, não há chance de ser a mesma coisa.

“Não há possibilidade de arranjarmos um baterista e voltarmos à estrada como o ‘renascimento do Rush’ ou algo parecido. E se quisermos escrever material novo, ninguém se importa mais. Eles só querem ouvir coisas antigas de caras como nós.”

A reportagem tentou contra-argumentar, dizendo que os fãs do Rush se importariam. Mas nem isso convenceu Lifeson.

“Sim, eles são especiais. Mas talvez a sensação seja que se trata apenas de levar as pessoas de volta a uma época anterior de suas vidas, da qual elas têm lembranças muito boas e vívidas, e eu entendo e isso é ótimo. E então, você faz isso por dinheiro. E não é isso que sempre fizemos ou o que gostaríamos de fazer. Ofertas chegam o tempo todo, mas não sei. Não acho que seja algo em que estejamos realmente interessados.”

Apesar da expectativa do público, Alex Lifeson não garante que voltará à estrada. O músico enfrenta uma série de problemas de saúde, incluindo o avanço da artrite e questões estomacais que o levaram à mesa de cirurgia recentemente.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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