O riff do Sepultura que Max Cavalera admite reciclar até hoje

Música em questão faz parte do álbum “Schizophrenia” (1987) e segue influenciando outras criações do vocalista e guitarrista

Max Cavalera e Iggor Cavalera decidiram regravar os primeiros trabalhos do Sepultura. Por meio do projeto Cavalera, os irmãos lançaram releituras do EP “Bestial Devastation” (1985) e do álbum “Morbid Vision” (1986) no ano passado. Já no próximo dia 21 de junho, chega a vez do disco “Schizophrenia” (1987) ganhar uma nova roupagem.

Enquanto revisitavam o antigo catálogo de sua ex-banda, os músicos tiveram contato com faixas que permaneciam “esquecidas”. Quando perguntado a respeito do assunto pela All Music, Max citou músicas que acabou redescobrindo no processo e admitiu que uma delas tem um riff que recicla até hoje em outras canções. 

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No caso, a faixa em questão é “From the Past Comes the Storms”, responsável por abrir o “Schizophrenia” após a intro. Segundo o vocalista e guitarrista, o riff é “bom demais” e um dos favoritos que já compôs. 

Ele explicou: 

“A ‘Inquisition Symphony’ [também do ‘Schizophrenia’] é realmente uma música fora da caixa, com um instrumental que tem vários riffs, inspirado na música clássica, mas que é metal. Outra faixa [que redescobri] é a primeira, ‘From the Past Comes the Storms’, com a qual eu abro o disco com três notas. É até hoje um dos meus riffs favoritos que já compus. E ainda estou reciclando esse riff depois de todos esses anos, é bom demais.”

De fato, o também frontman do Soulfly assumiu em outras ocasiões que “From the Past Comes the Storms” continua exercendo influência em suas criações. “Dead Behind The Eyes”, presente no disco “Ritual” (2018) do grupo, é uma delas, como já havia declarado em entrevista ao site Rock Brigade

“Há uma música que o Randy [Blythe, do Lamb of God] canta, ‘Dead Behind The Eyes’, que trabalhei nela por um bom tempo com o Zyon [filho e baterista]. Tocava para ele coisas como ‘From the Past Comes the Storms’ e ‘Beneath the Remains’ e dizia ‘vamos fazer uma música desse estilo’. No final, fizemos ‘Dead Behind the Eyes’, que é uma versão renovada de ‘From the Past Comes the Storms’, com novos elementos, incluindo elementos industriais.”

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Iggor e Max Cavalera regravam “Schizophrenia”

Como mencionado, o Cavalera, projeto que une os irmãos Max (voz e guitarra) e Iggor Cavalera (bateria), anunciou para 21 de junho uma regravação de “Schizophrenia” (1987), segundo álbum full-length do Sepultura. O material chega a público, via gravadora Nuclear Blast, com as novas versões das nove faixas originais, além de uma canção inédita, “Nightmares of Delirium”.

Travis Stone (Pig Destroyer) ficou a cargo das guitarras na gravação, enquanto Igor Amadeus Cavalera, filho de Max, assumiu o baixo. As sessões em estúdio aconteceram entre 15 de abril e 5 de junho de 2023, no Focusrite Room em Mesa, Arizona. A mixagem e a masterização foram feitas por Arthur Rizk (Soulfly, Go Ahead and Die, Turnstile). A arte da capa original foi restaurada em aquarela e pintada à mão pelo artista alemão Eliran Kantor.

Em nota, Max Cavalera afirma:

“A Trilogia do Terceiro Mundo está finalmente completa com Schizophrenia, Bestial Devastation e Morbid Visions, as três joias do underground brasileiro! Para mim, Schizophrenia é a experiência definitiva de death/thrash! Fui inspirado a enfrentar o mundo e esta gravação mostra que meu compromisso é implacável! Esta é para todas as gerações desfrutarem! Toque no volume máximo!”

Iggor Cavalera complementa:

“1987 foi um ano muito progressivo para o metal, com lançamentos como ‘Into The Pandemonium’ do Celtic Frost, ‘Killing Technology’ do Voivod e ‘Under The Sign Of The Black Mark’ do Bathory, então não foi surpresa a forma como abordamos ‘Schizophrenia’, forçando nossos limites de um som black/death metal para uma estética mais thrash metal. Ainda tínhamos algumas ideias de ‘Morbid Visions’ e algumas músicas novas. Estou muito orgulhoso da composição e ainda mais orgulhoso de nossas regravações.”

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 22 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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