Show do Limp Bizkit no Lolla foi tão insano quanto pareceu na TV? Te contamos

Apresentação com clássicos, menções versões chamou atenção por Fred Durst “paz e amor”, performance intensa e público transformando tudo em espetáculo

Se na sexta-feira (22) o Lollapalooza Brasil 2024 teve seu auge para fãs de The Offspring e Blink-182, a nostalgia no sábado (23) foi por conta do retorno do Limp Bizkit ao Brasil, apresentando-se no Palco Samsung Galaxy. Em vídeos divulgados pelas redes sociais, outros shows da banda na América do Sul estavam levantando geral a plateia — e em nosso Lolla não foi diferente.

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Para a repórter, foi preciso deixar de lado um certo “ranço” da figura do vocalista Fred Durst. Não só isso, como também as memórias de uma péssima experiência com fãs do grupo no pit do show do Festival Maquinaria, em 2012. Questões pessoais à parte, o objetivo é passar a atmosfera que tomou conta do Autódromo de Interlagos.

Alguns minutos antes, Jared Leto elogiava a plateia no show do Thirty Seconds to Mars no Palco Budweiser, que ficava oposto ao Palco Samsung Galaxy. Caso o vocalista/ator tenha assistido a um pouquinho do Limp Bizkit, é possível que tenha sentido uma pontinha de inveja — e dado risada com a pergunta de Fred: “fiquei sabendo que Jared Leto vai dar uma festa pós-show… quem aí foi convidado?”.

Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

Desde o minuto em que Durst subiu no palco usando uma jaqueta amarela com refletores — que virou meme —, o rosto parcialmente encoberto pelo boné e uma barba de dar inveja a muito aspirante a Papai Noel, o público ficou em estado de êxtase. O guitarrista Wes Borland, famoso pelos figurinos mais ousados, estava com uma máscara que estreou em um festival no Japão. Sem tanta extravagância, completam a banda o baixista Sam Rivers, o baterista John Otto e o DJ Lethal.

Estamos prontos?

A introdução com “It Takes Two” serve para Fred apresentar os companheiros. O vocalista parecia ainda meio anestesiado até a terceira música, “Hot Dog”. E olha que, antes, havia rolado a incendiária (no Woodstock ’99, literalmente) “Break Stuff”. É como se ele precisasse desse tempo para entender: o público estava pronto mesmo para o Limp Bizkit?

Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

Definitivamente, estava. A apresentação não teria sido classificada como “histórica” por outros veículos se não fosse pelas milhares de pessoas que participaram da primeira à última canção, cantando, pulando e fazendo as maiores rodas do festival. A insanidade transmitida pela TV era sentida in loco.

Menções e versões

Em algumas execuções, a introdução e o encerramento das músicas contavam com trechos de clássicos de diferentes artistas. Em “Rollin’ (Air Raid Vehicle)”, foi “Proud Mary”, do Creedence Clearwater Revival, em um trocadilho com o “rolling” do refrão. Antes de “My Way” — se alguém estava parado durante esta, a pessoa deve ter sentido o mundo girando ou vibrando ao seu redor —, rolou uma gravação que foi de “Seven Nation Army” (The White Stripes) a “Song 2” (Blur), finalizada com um certo deboche de Fred.

Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

“Eles querem que a gente se odeie e tá dando certo. Mas aqui em São Paulo, eu não sinto nada além de amor”, disse Durst antes de cantar “My Generation”. Em outro momento pareceu que o microfone não estava respondendo. “O Limp Bizkit está funcionando, mas isso aqui não tá”, reclamou até com certa gentileza o vocalista.

A chuva que ia e voltava constantemente resolver cair de novo durante a execução de “Faith” (George Michael), um dos covers mais populares com o Limp Bizkit, talvez perdendo somente para “Behind The Blue Eyes” (The Who) — esta, também executada, mas com o instrumental em playback da gravação original, em tom mais alto.

Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil
Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

Muitas vezes pintado como bruto e machista, Fred Durst estava mesmo em noite — ou fase? — paz e amor. A comprovação veio na maior parte das vezes em que se comunicava com a plateia. “Quero beijar o rosto de todos vocês. Vocês não me amam. Eu amo vocês e vocês não sabem. E agora eu vou cantar uma música que não é minha, é de vocês”. Foi essa a introdução que ele deu ao clássico do Who apresentado na sequência.

Ainda sobrou tempo para saudar John Otto, que havia feito aniversário no dia anterior, antes de encerrar o repertório com a mesma música que o iniciou: “Break Stuff”. Os hoje adultos que conheceram o Limp Bizkit na adolescência mostraram como a energia que vem da plateia pode transformar um show em um espetáculo.

Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

Limp Bizkit — ao vivo em São Paulo

  • Local: Autódromo de Interlagos (Lollapalooza Brasil)
  • Data: 23 de março de 2024
  • Turnê: Still Sucks

Repertório:

  1. Intro: It Takes Two (Rob Base & D.J. E‐Z Rock) – Fred Durst apresenta a banda
  2. Break Stuff
  3. Hot Dog
  4. Take a Look Around
  5. Rollin’ (Air Raid Vehicle) + Gravação de Proud Mary (Creedence Clearwater Revival)
  6. My Generation
  7. Gravação com Seven Nation Army (White Stripes) / Party Up (Up in Here) (DMX) / Song 2 (Blur)
  8. My Way
  9. Behind Blue Eyes (cover de The Who)
  10. Faith (cover de George Michael)
  11. Boiler
  12. Break Stuff (reprise)
Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil
Foto: Camila Cara / Lollapalooza Brasil

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Adreana Oliveira
Adreana Oliveirahttps://uberground.com.br/
Adreana Oliveira é jornalista graduada pelo Centro Universitário do Triângulo (Unitri), com mestrado em Tecnologias, Comunicação e Educação pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Tem 20 anos de atuação no mercado, com ênfase no jornalismo cultural. Titular por 12 anos da Coluna Novo Som, do extinto Correio de Uberlândia. Atualmente é produtora de TV e editora do site Uberground. Mãe do Nicholas, responsável por colocar animesongs em sua playlist.

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