Joe Bonamassa lamenta que muitos conheçam Tommy Bolin só no Deep Purple

Apesar de curta, carreira do substituto de Ritchie Blackmore teve outros momentos marcantes, antes mesmo de seu trabalho mais famoso

Fenômeno da guitarra, o saudoso Tommy Bolin ficou conhecido principalmente por sua curta passagem pelo Deep Purple, substituindo Ritchie Blackmore. Mas para Joe Bonamassa, quem conhece o guitarrista apenas por seu trabalho com a banda britânica, está perdendo muita coisa boa.

Em artigo para a revista Classic Rock, Bonamassa falou sobre guitarristas que mereciam mais reconhecimento em sua opinião. Bolin faz parte do texto.

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O também integrante do Black Country Communion contou ter descoberto o trabalho do falecido guitarrista por outros projetos que não o Purple — o que lhe deu uma perspectiva diferente.

“Minha introdução a Tommy Bolin não foi através de seu trabalho com o Deep Purple. Eu o conheci primeiro por suas músicas com Billy Cobham (baterista de jazz fusion). Eu comprei o álbum ‘Spectrum’, de Cobham, e quando ouvi a faixa-título, ela absolutamente me derrubou.”

Apesar da iniciação bem diferente do habitual, Joe refletiu sobre o momento mais lembrado da carreira de Tommy.

“De várias formas, Bolin estava em uma situação de desvantagem quando ele substituiu Ritchie Blackmore no Deep Purple. Um desafio como esse teria ofuscado basicamente qualquer um. Mas se isso é tudo o que você conhece dele, existe um absurdo de outras riquezas por aí só esperando para serem descobertas.”

Guitarristas subestimados, segundo Joe Bonamassa

Dentro do contexto de guitarristas que deveriam ser mais conhecidos, além de Tommy Bolin, Joe Bonamassa listou os seguintes nomes:

  • Mike Bloomfield;
  • Stephen Stills;
  • Robbie Robertson;
  • Bill Nelson;
  • Ry Cooder;
  • Danny Gatton;
  • Chris Cain;
  • Sonny Landreth;
  • Chris Whitley.
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Sobre Tommy Bolin

Nascido em 1º de agosto de 1951 em Sioux City, Iowa, Thomas Richard Bolin cresceu em uma família de músicos. Desde os cinco anos, quando o pai o levou para ver um show de Elvis Presley, soube o que queria da vida.

Aos treze, montou sua primeira banda, The Miserlous. Na sequência, foi convidado para juntar-se ao Denny and The Triumphs, que, após mudanças na formação, trocaria de nome para A Patch of Blue e se tornaria uma espécie de fenômeno local passageiro.

Tommy Bolin tocou ainda com o Zephyr, Energy, Albert King, Chuck Berry e John Lee Hokker antes de conhecer Billy Cobham. Aos 21, foi peça-chave do coletivo responsável por “Spectrum” (1973), estreia solo do então baterista da Mahavishnu Orchestra e um dos discos seminais do chamado fusion da década de 1970.

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Ritchie Blackmore não foi o primeiro superastro que Tommy teve de substituir. Dois anos antes de juntar-se ao Deep Purple, ele assumiu o posto outrora pertencente a Joe Walsh – recrutado pelo multiplatinado Eagles – e Domenic Troiano, no James Gang, gravando e coassinando o grosso do material presente nos álbuns “Bang” (1973) e “Miami” (1974).

Fora do James Gang, Bolin viu-se no vermelho. Foi aí que a sorte lhe sorriu em dobro: primeiro com um contrato de gravação para um álbum solo, e segundo com o convite para entrar no Deep Purple.

Quem descobriu o jovem guitarrista foi o sempre antenado David Coverdale. O guitarrista gravou o “diferentão” “Come Taste the Band” (1975) com o grupo, que foi colocado em hiato depois de uma turnê desastrosa.

Bolin se dedicou à carreira solo, mas sofreu uma morte prematura, aos 25 anos, em 4 de dezembro de 1976, por overdose. Tinha acabado de se apresentar abrindo um show de Jeff Beck.

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André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes
André Luiz Fernandes é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Interessado em música desde a infância, teve um blog sobre discos de hard rock/metal antes da graduação e é considerado o melhor baixista do prédio onde mora. Tem passagens por Ei Nerd e Estadão.

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