As reflexões de Donita Sparks (L7) sobre feminismo e transexualidade

Vocalista e guitarrista creditou à família o seu engajamento em questões ligadas ao gênero

Desde 1985 a vocalista e guitarrista Donita Sparks comanda a L7 e enfrenta a resistência de uma parcela do público. Sendo a frontwoman, a integrante acabou sendo a mais exposta a alguns tipos de comportamentos sexistas, especialmente em uma época onde as mulheres eram ainda mais subjugadas do que atualmente.

Durante recente entrevista ao podcast Scars and Guitars, transcrita pelo Blabbermouth, a líder do icônico grupo foi questionada se o feminismo ainda faz parte de si como 30 anos atrás, quando a banda estourou mundialmente.

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“Ah, sim. Quer dizer, eu era feminista aos cinco anos, sabe? Cresci com a liberdade feminina, como era chamada naquela época. Minha mãe era feminista, meu pai era um apoiador do feminismo. Tenho três irmãs mais velhas, então foi uma batalha constante com os conselhos escolares e todo tipo de porcaria na minha família. Então, sim, com certeza. E sou muito orgulhosa disso. Acho que afetou algumas outras mulheres, o que é realmente ótimo. Inspirou algumas pessoas não apenas a serem politicamente ativas, mas a se importar com as causas.”

Questionada sobre o que sente em relação à “questão trans”, especialmente as mulheres trans que competem em esportes com outras mulheres, Donita, de 60 anos, disse:

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“Eu apoio as pessoas trans. Não acho que sou a pessoa certa para falar sobre a questão do esporte. Então, não quero interferir nisso. Alego ignorância sobre esse tópico específico de trans competindo com mulheres nos esportes. Não sei o suficiente sobre isso. Fora isso, sou muito pró trans e sei que muitas pessoas olham esses jovens em busca de pronomes e coisas assim. Eu olho também, mas acho que é ótimo. É isso que os jovens devem fazer, é ser terrivelmente correto. [Risos] As coisas mudam. Quer sejam os socialistas, os beatniks, os punks ou o que quer que seja, as feministas ou as pessoas dos direitos civis, sim, serão desagradáveis para a sociedade até a vitória. Sou muito a favor dos ‘pronomes confusos’.”

Questionada se ela acha que estamos progredindo como sociedade no Hemisfério Ocidental, Sparks disse:

“Não sei. Pensei que estávamos progredindo nas questões dos direitos das mulheres nos EUA e no Supremo. O tribunal anulou Roe v. Wade, que regulamentava o aborto. Mas a população não pensa da mesma maneira. Portanto, há pessoas no controle em todos os lugares que estão tentando impedir a compaixão, a diversidade, a compreensão e a inteligência, e é isso que está acontecendo agora. E isso tem acontecido ao longo da história. Mas não sei. É tão difícil dizer. Acho que estamos progredindo, mas sinto que os canalhas estão aprendendo a mentir melhor, a distorcer e derrubar melhor do que estamos fazendo atualmente na esquerda.”

L7 atualmente

Recentemente a L7 passou pelo Brasil, tendo realizado uma série de shows. A banda realizou 6 apresentações em outubro, passando por São Paulo, Ribeirão Preto, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Parte do itinerário foi realizado em parceria com o Black Flag.

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Além de Donita, o quarteto é formado por Suzi Gardner (voz e guitarra), Jennifer Finch (baixo) e Demetra Plakas (bateria).

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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