O melhor álbum do The Clash segundo Kurt Cobain

Trabalho de estúdio citado pelo vocalista e guitarrista do Nirvana foi o maior sucesso comercial do grupo punk

Não deve surpreender ninguém o fato de Kurt Cobain ter elogiado o The Clash em uma entrevista. Porém, pode causar surpresa o álbum que o líder do Nirvana citou como seu preferido dos ingleses. Nada do trabalho homônimo, que marcou a estreia da banda. Nem mesmo o icônico “London Calling” (1979), um dos mais influentes de todos os tempos.

Em conversa de 1991 com o NME – resgatada pelo site Far Out Magazine –, o vocalista e guitarrista citou o play que deu ao mundo os hits “Should I Stay or Should I Go?” e “Rock the Casbah”. Curiosamente, apesar dos sucessos (ou justamente por conta deles), o play não é dos mais queridos entre os fãs hardcore.

“Considero ‘Combat Rock’ o melhor disco do The Clash. Amo demais! Definitivamente melhor que ‘Sandinista!’, o anterior.”

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Um ano mais tarde Kurt não foi nada elogioso a Joe Strummer e companhia durante bate-papo com o Melody Maker.

“The Clash sempre foi uma péssima imitação dos Rolling Stones, apaixonado pela América. Pelo menos levavam suas namoradas em turnê com eles, a The Slits. A música deles era terrível, no entanto.”

À época, o grupo tinha estourado graças ao uso de “Should I Stay or Should I Go?” em um comercial de jeans. Cobain não deixou passar, é claro.

“Ai está! The Clash se vendeu dez anos depois de se separar! Bem, os Ramones estão nos comerciais da Budweiser nos Estados Unidos, então…”

The Clash e “Combat Rock”

Quinto trabalho de estúdio do The Clash, “Combat Rock” é o mais bem-sucedido da carreira da banda em termos comerciais, tendo alcançado o Top 10 na Inglaterra e Estados Unidos, onde vendeu mais de 2 milhões de cópias.

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Foi o último gravado pela formação clássica. O guitarrista Mick Jones e o baterista Topper Headon sairiam após o lançamento.

A sonoridade causou fricções internas, com os músicos ficando entre a abordagem experimental de “Sandinista!” (1980), trabalho anterior e uma pegada mais crua. A mixagem original tinha 77 minutos, com o produtor Glyn John a reduzindo para 46 no produto final.

As letras, em boa parte, abordam as sequelas sociais da Guerra do Vietnã. Também há críticas às políticas externas dos Estados Unidos.

Prosseguindo o que foi feito em “Sandinista!”, o código de catálogo de “Combat Rock” é FMLN2, referência ao Farabundo Martí de Libertação Nacional, partido socialista da Frente de Libertação de El Salvador.

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João Renato Alves
João Renato Alveshttps://twitter.com/vandohalen
João Renato Alves é jornalista, 40 anos, graduado pela Universidade de Cruz Alta (RS) e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002 e administra as páginas da Van do Halen desde 2009. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.

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