David Gilmour revela sua fórmula para criar solos de guitarra

Guitarrista do Pink Floyd diz que basicamente faz improvisos, consertando seu trabalho posteriormente

Conhecido por seus solos dinâmicos e altamente melódicos, David Gilmour foi perguntado pela Rolling Stone sobre como abordou a situação em “Hey Hey Rise Up”, nova música do Pink Floyd. O músico revelou não ter fugido de sua fórmula habitual, descrita na sequência.

“O que faço muito é improvisar e depois consertar. Se eu cometer erros, o que acontece muito, me concentro e procuro criar uma nova parte que se encaixe no espaço. Normalmente, a melhor parte é o material que vem direto da sua cabeça.

Os acordes que eu estava usando para os solos saíram da música que Andriy está cantando, então o que estou tocando é inspirado nisso. Então você poderia dizer que há uma influência bastante direta e improvisada da Ucrânia e do que estou pensando. Mas quando estou tocando, não penso em nada específico. Deixo a mente me guiar.”

Nem sempre a metodologia espontânea é adotada por Gilmour. Anos atrás, ele revelou à Guitar World que o solo de “Comfortably Numb” surgiu após um procedimento bastante metódico.

“Toquei uns cinco ou seis solos. A partir daí, apenas segui o meu procedimento habitual, que é ouvir cada um dos solos e fazer um gráfico, mostrando quais trechos são melhores em cada. Seguindo o gráfico, crio um grande solo composto por frases de cada trecho selecionado até que tudo flua de forma conjunta. Foi assim que fizemos em ‘Comfortably Numb’.”

Pink Floyd e “Hey Hey Rise Up”

Lançada no último dia 8 de abril, “Hey Hey Rise Up” é o primeiro material inédito do Pink Floyd em 28 anos – considerando que as faixas de “The Endless River” foram compostas e trabalhadas durante as sessões de “The Division Bell”.

A música conta com participação do cantor Andriy Khlyvnyuk, da banda ucraniana Boombox – que abandonou temporariamente a carreira artística para defender seu país. Ela terá sua renda destinada ao Fundo Humanitário da Ucrânia, que presta auxílio devido aos ataques russos.

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2 comentários
  1. Muitas pessoas gostam de solos na velocidade da luz, eu prefiro solos que tenham cadência, foco e acima de tudo carisma…David é um dos meus preferidos nesse quesito!!! Valeu!!!! fui

  2. Gilmour, também trabalha na reconstrução de melodias , de diversos gêneros musicais.

    Parabéns pela matéria, ” meu xará “

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