Por que os músicos do Red Hot Chili Peppers repudiavam o hard rock dos anos 80

“Representávamos o underground, os esquisitos. Para nós, tudo que aqueles caras faziam era reciclar o que o Aerosmith e o Kiss já haviam tocado”, explica Flea

Assim como tantos outros músicos que buscavam um lugar nos holofotes na segunda metade dos anos 1980, o Red Hot Chili Peppers não nutria qualquer apreço pelo que estava em alta nas paradas.

Em entrevista à Classic Rock Magazine, o baixista Flea declarou seu desgosto com a famigerada farofa, seguindo os recentes passos de Eddie Vedder.

“Definitivamente, éramos contra a cena hair metal. Representávamos o underground, o art-rock, os esquisitos. Para nós, tudo que aqueles caras faziam era reciclar o que o Aerosmith e o Kiss já haviam tocado na década anterior.”

Hoje, o músico reconhece que a reação era exagerada.

“Olhando para trás, era apenas uma besteira baseada na birra. Muitas daquelas bandas eram ótimas. O Guns N’ Roses é incrível.”

Festa, mas com conteúdo

Quanto a similaridades, o vocalista Anthony Kiedis cita a mentalidade festeira, que se igualava ao povo da Sunset Strip.

“Éramos uma banda de festa, mas ao mesmo tempo queríamos oferecer algum conteúdo. Flea sempre nos cobrava nesse sentido. Tínhamos que ser bons e dar algo novo, escrever músicas que mexessem com as pessoas.”

Red Hot Chili Peppers e “Unlimited Love”

“Unlimited Love”, 12º trabalho de estúdio do Red Hot Chili Peppers, sai dia 1º de abril. O trabalho marca mais um reencontro com o guitarrista John Frusciante, além da volta de Rick Rubin à função de produtor.

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