Inocentes relança o álbum “Pânico em SP” em edição comemorativa de 35 anos

Disco é um dos pilares do punk rock brasileiro e traz versões ao vivo de duas de suas músicas mais importantes

O clássico álbum “Pânico em SP”, lançado pela banda Inocentes em 1986, está sendo celebrado em uma nova edição comemorativa pela gravadora Warner Music Brasil. Além dos 35 anos do disco original, o relançamento destaca os 40 anos de carreira de um dos maiores nomes do punk nacional.

Presentes no álbum, sucessos com “Rotina”, “Não Acordem a Cidade” e “Ele Disse Não” chegaram a tocar bem nas rádios especializadas e o disco foi ganhando status cult.

Em sua edição especial, junto às faixas originais, estão duas faixas bônus: as versões ao vivo de “Rotina” e de “Expresso Oriente”.

Ouça o relançamento de “Pânico em SP” a seguir, via Spotify.

Inocentes e o nascimento de “Pânico em SP”

Em 1984, o Inocentes juntou suas poucas economias e gravou uma demo-tape ouvida pelo então presidente da Warner, André Midani, que resultou na assinatura de um contrato para três obras. O baixista Clemente, conforme conta o jornalista Ricardo Alexandre no encarte do disco, fez uma única exigência.

“Que a Warner pagasse as horas de estúdio que a banda havia usado na gravação da demo-tape. A gravadora topou, agendou o estúdio para março de 1986 e propôs experimentar com o grupo um novo formato de disco: um EP de seis músicas, chamado na época de ‘Mini-LP’.”

O repertório era dividido entre material recente, pós-punk, como “Rotina”, “Ele Disse Não” e “Expresso Oriente”, e canções mais antigas, dos tempos dos shows de hardcore do início da década como “Salvem El Salvador”. Havia ainda parte do repertório da banda no lendário festival O Começo do Fim do Mundo, e “Pânico em S.P.”, que já haviam gravado na coletânea Grito Suburbano, ambos de 1982.

“Pânico em SP” foi gravado durante 70 horas de março de 1986 nos lendários estúdios Mosh, em São Paulo, tendo o jovem de 24 anos Branco Mello (Titãs) como produtor estreante, Pena Schmidt como co-produtor e “tutor” e o não-creditado Liminha, então diretor artístico da gravadora. Com essa sonoridade mais próxima ao pós-punk, a banda se consolidou como o primeiro grupo punk paulista contratado por uma grande gravadora.

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