Foto: Patrick Stevenson

Daniel Johns, ex-líder do Silverchair, revela em carta por que não lança músicas novas

Músico garante que segue trabalhando criativamente, mas que os resultados não estão sendo divulgados porque ele não busca mais aceitação

Daniel Johns, conhecido especialmente pelo trabalho como vocalista e guitarrista do Silverchair, divulgou uma longa carta nas redes sociais. No texto, ele explica por que não tem lançado músicas inéditas nos últimos anos.

Desde o fim do Silverchair, em 2011, Johns tem se envolvido em projetos esporádicos, geralmente ligados à música eletrônica. Nem mesmo esses trabalhos tiveram novidades divulgadas nos últimos tempos. Em meio a tudo isso, o artista estava há praticamente um ano sem sequer fazer uma postagem nas redes sociais.

Em seu comunicado, o ex-frontman do Silverchair conta que segue trabalhando com sua criatividade, mas que não tem divulgado os resultados de suas obras ao público. Leia o conteúdo, traduzido, a seguir:

“Querido alguém,

O mundo está em uma ordem realmente incomum recentemente. É muito confrontador e confuso.

A razão pela qual eu não lancei músicas não é essa. Às vezes, preciso me sentir como um ser humano e sentir o que outros seres humanos sentem, sem acreditar que sou importante ou criativo.

Eu não sou.
Eu preciso criar.
Não há necessidade de que as pessoas vejam, ouçam ou apreciem.

Tenho aprendido que quanto mais fico longe das opiniões das pessoas, mais forte me torno.

A arte não é uma forma de receber validação. Acredito que é uma maneira de se sentir conectado com o que quer que seja e não uma maneira de fazer as pessoas sentirem algo por você.

Não tenho certeza do que estou fazendo. Mas tenho certeza de como quero fazer isso.

Em uma época onde as pessoas precisam de orientação, não posso ajudar, pois estou procurando por mim mesmo.

Isto não é um grito de socorro. É uma maneira de dizer a qualquer pessoa que esteja ouvindo ou lendo que não há problema em ficar confuso, desiludido, entristecido.

Também é normal estar inspirado, otimista e corajoso.

Dentro do meu limitado conhecimento, entendo que única maneira de entender essa realidade distorcida é aceitar que não sabemos nada, exceto que o amor é real, a amizade é real e a capacidade de ter a mente aberta é vital.

Esteja livre para sentir, curar, chorar, rir, ser vulnerável, ficar triste, ficar furioso, etc.

Apenas tente saber que o mundo quer que você seja bom e verdadeiro. Este é um mantra que também tentarei dizer a mim mesmo.

Às vezes é difícil e às vezes é tão difícil que nem conseguimos compreender, às vezes é até fácil.

Fique calmo e aceite a anarquia e a rebelião / inteligência e bondade. Corra para as montanhas ou para o oceano, se precisar.

Além disso, todos nós vamos morrer, então tente se divertir. Beijos.”

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