The Pretty Reckless faz do álbum “Death By Rock and Roll” uma ode ao rock

O The Pretty Reckless lançou seu novo álbum nesta sexta-feira (12). Intitulado “Death By Rock and Roll”, o quarto trabalho da discografia da banda chegou a público por meio da gravadora Century Media Records – exceto nos Estados Unidos, onde saiu através da Fearless Records.

Além da vocalista Taylor Momsen, que também é conhecida por sua carreira como atriz, o The Pretty Reckless traz Ben Phillips na guitarra, Mark Damon no baixo e Jamie Perkins na bateria. “Death By Rock and Roll” sucede “Who You Selling For”, álbum de veia mais blues/classic rock, lançado em 2016.

Há participações especiais de três veteranos do rock. Dois deles vêm do Soundgarden: o guitarrista Kim Thayil e o baterista Matt Cameron, que também integra o Pearl Jam. O último é o também guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine.

Ouça “Death By Rock and Roll” a seguir, via Spotify:

A conexão deste álbum com o Soundgarden, vale destacar, é bem próxima. O The Pretty Reckless estava em turnê com a clássica banda grunge quando o vocalista e guitarrista Chris Cornell cometeu suicídio, em maio de 2017. Onze meses depois, Taylor Momsen e seus companheiros sofreram com a perda de outra pessoa próxima: o produtor de longa data deles, Kato Khandwala, que faleceu em um acidente de motocicleta.

Apesar dos eventos trágicos, as 12 músicas de “Death By Rock and Roll” não expressam tanto esse luto. Trata-se, na verdade, de um disco que expressa o amor de Taylor Momsen pelo rock, estilo musical que mudou a vida dela, do autor deste texto e de muitos leitores.

Taylor, aliás, está cantando como nunca. Dá para sentir que ela evoluiu como cantora e compositora – um processo que já se notava em “Who You Selling For”. A banda também está soando mais entrosada e começa a sair de alguns “lugares comuns”, especialmente nas baladas.

Musicalmente, o quarteto apostou desta vez em uma sonoridade mais orientada ao rock alternativo da década de 90 – não à toa, os convidados do Soundgarden e Rage Against the Machine. A produção tratou de amplificar a pegada da banda e deu um caráter “rock de arena” ao material como um todo.

Ainda que falte robustez na sonoridade do grupo – “Only Love Can Save Me Now”, que traz participações de Kim Thayil e Matt Cameron, mostra a diferença de se ter dois músicos “parrudos” em uma gravação -, o álbum é composto, em maioria, de bons momentos. Aliás, a única faixa que não vale a pena ouvir é a chatinha “25”.

Além da já mencionada “Only Love Can Save Me Now”, uma das melhores da tracklist, destaco “And So It Went” e o ótimo solo de Tom Morello, “Turning Gold” com sua veia classic rock e o bom groove de “My Bones”. As baladas “Got So High”, mais alternativa; “Standing At The Wall”, de veia radiofônica; e “Harley Darling”, orientada ao country rock, também merecem citações à parte.

“Death By Rock and Roll” não chega a reinventar a roda ou a tirar o fôlego em muitos momentos, mas é um bom álbum. A evolução do The Pretty Reckless ocorre a passos lentos, mas esse novo disco sinaliza que as coisas podem ficar ainda melhores na sequência da carreira.

“Running Games” está em minha playlist de lançamentos, atualizada semanalmente. Siga e dê o play:

The Pretty Reckless – ‘Death By Rock and Roll’

Taylor Momsen (vocal, guitarra)
Ben Phillips (guitarra)
Jamie Perkins (bateria)
Mark Damon (baixo)

Músicos adicionais:

Kim Thayil (guitarra na faixa 2)
Matt Cameron (bateria na faixa 2)
Tom Morello (guitarra na faixa 3)

1. Death By Rock And Roll
2. Only Love Can Save Me Now
3. And So It Went
4. 25
5. My Bones
6. Got So High
7. Broomsticks
8. Witches Burn
9. Standing At The Wall
10. Turning Gold
11. Rock And Roll Heaven
12. Harley Darling

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