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Tony Iommi fala de época em que Black Sabbath era comandado por mafiosos



 

O Black Sabbath nunca esteve envolvido com elementos muito bem aceitos pela sociedade. As letras sobre ocultismo e o abuso de drogas pelos integrantes ao longo da carreira são alguns exemplos.
No entanto, o guitarrista Tony Iommi revelou um envolvimento inusitado da banda em seus primeiros anos, em recente entrevista à revista Classic Rock. O músico afirmou que o grupo era empresariado por mafiosos.
“Conhecemos vários vilões da vida real no começo de nossa trajetória. Eles queriam nos empresariar. Um deles foi um homem chamado Wilf Pine. Ele foi um gângster que nos empresariou durante um tempo”, afirmou Tony Iommi.
O músico contou que o modo de cobrança dos cachês, caso os contratantes não quisessem pagar, não era o mais adequado. “Nosso empresário andava com um cara gigante chamado Arnie, que tinha uma mala com um martelo enorme. Se eles não fossem pagos, quebravam os joelhos dos outros”, disse.
Iommi relembra com saudosismo dessa época, pois não foram tempos fáceis para a banda. “Era o que rolava quando não existiam advogados especializados na indústria musical. Era necessário bater em alguém para obter a grana”, concluiu.


Igor Miranda
Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Escreve sobre música desde 2007. Atualmente, é redator do Whiplash.Net, o maior site sobre rock e heavy metal do Brasil. Também é editor-chefe da revista e site Guitarload, para guitarristas, e redator do site Revista Cifras, a página editorial do portal Cifras.

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