Timo Tolkki entrou para o Stratovarius em 1985. Inicialmente, o artista assumia as funções de guitarrista e vocalista, mas, a partir de 1994, passou a tocar somente o instrumento de seis cordas, permanecendo, ainda assim, como o líder.
Por questões de saúde mental — que o levaram ao diagnóstico de transtorno bipolar em 2004 —, o músico deixou o grupo em 2008 em meio a conflitos. Em um pronunciamento publicado à época, acusou os colegas de tê-lo impedido de conceder entrevistas, de negligenciá-lo enquanto enfrentava a depressão e de tê-lo “apunhalado pelas costas” ao cuidarem da parte financeira sem comunicá-lo.
Conversando com Mauro Barreto em 2009, Timo chegou a dizer que o Stratovarius acabou com o lançamento do disco de duas partes “Elements” (2003) e não poupou críticas aos ex-companheiros. À época, destacou:
“Eles dizem em entrevistas que eu tenho sérios problemas mentais, então eu acho muito difícil continuar amigo de quem diz isso de você. E eu considero extremamente arrogante e desrespeitoso continuar essa banda sob o nome Stratovarius sem mim […]. Eu, é claro, poderia ter impedido que eles usassem o nome, mas quando eu soube que eles planejavam continuar com o nome, eu fiquei tão surpreso e nervoso com isso que eu pensei: ‘ok, se vocês pensam que é moralmente certo continuar essa banda sem mim, que escrevi 95% das músicas e letras, então eu vou dar a vocês o nome’ […]. Eu não recebo nenhum dinheiro deles, mas eles lucram em cima de todo o catálogo. Eu fiz isso como um protesto, para mostrar que eu não quero ter contato com pessoas que são tão desrespeitosas comigo.”
Contudo, parece que a mágoa diminuiu ao longo dos anos. Tanto é que, em 2022, o tecladista Jens Johansson revelou que havia retomado o contato com o guitarrista, responsável por propor uma reunião nos moldes do Helloween — ao seu ver, inviável no momento.
Agora, Tolkki até mesmo elogiou os antigos parceiros em publicação no Facebook (via Whiplash). Na última terça-feira (7), o músico enalteceu o trabalho do vocalista Timo Kotipelto nos discos “Episode” (1996) e “Visions” (1997) e admitiu não ter valorizado a banda no passado.
Ele escreveu:
“Acabei de ouvir os álbuns ‘Episode’ e ‘Visions’ e fiquei impressionado com o quão afinados estão os vocais do TK. Isso foi muito antes do autotune. Uma das maiores tragédias da minha vida é não ter parado para perceber que músicos incríveis eu tinha tocando comigo. Obrigado, TK, Jens, Jörg e Jari, por tocarem comigo.”
Recentemente, o guitarrista teceu comentários positivos ao mais recente projeto, “Survive” (2022). Ao canal The Dark Melody em agosto do ano passado, o artista contou que estava em bons termos com os integrantes do Stratovarius e pontuou:
“Somos muito bons amigos. Às vezes vou assistir aos shows deles aqui na Finlândia, o que é meio estranho, porque eles ainda tocam muitas das minhas músicas, e aí você ouve a plateia cantando e é uma sensação bem curiosa, sabe? Eu gostei muito do último álbum. Acho que eles merecem o sucesso. Trabalharam muito duro depois que eu saí. Então, só tenho coisas positivas a dizer.”
Sobre Timo Tolkki
Nascido em Klaukkala, Finlândia, Timo Tapio Tolkki começou a tocar guitarra com 7 anos. Aos 12 passou pelo evento que marcou a vida em todos os aspectos, se refletindo em sua obra artística: o suicídio do pai.
Entrou no Stratovarius em 1985, assumindo a linha de frente criativa. Inicialmente acumulava as funções de guitarrista e vocalista, ficando só com a primeira posteriormente. Saiu em 2008.
Além de álbuns solo, lançou discos com os projetos Revolution Renaissance, Symfonia, Avalon e Chaos Magic. Também participou de álbuns do Avantasia, Allen/Lande, Edguy, Thunderstone, Infinity e Ring of Fire.
Diagnosticado com transtorno bipolar em 2004, após um colapso nervoso, Tolkki passa por períodos fora do meio musical, já tendo interrompido vários projetos devido à instabilidade emocional que enfrenta.
Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.
