Durante o último show de sua turnê de despedida em dezembro de 2023, o Kiss anunciou que a história da banda continuaria através de avatares. À época, foi divulgado que o grupo ganharia um espetáculo com representações virtuais, produzido pela Pophouse Entertainment e previsto para estrear em 2027. Agora, novas atualizações a respeito chegaram a público.
Um artigo recente da Pollstar Magazine informou que o show deve entrar em cartaz em 2028 e, num primeiro momento, só em Las Vegas, nos Estados Unidos. À revista, Paul Stanley e Gene Simmons também adiantaram que a iniciativa contará com músicas inéditas, idealizadas especialmente para o projeto.
Nas palavras do Demon:
“Vocês vão ter todos os clássicos e também músicas novas. É exatamente o que parece: novas canções compostas por nós. Já temos músicas prontas.”
Na sequência, os artistas revelaram que os hologramas iniciais mostrados aos fãs passaram por mudanças. Segundo o Starchild, a ideia é que o espetáculo seja uma experiência “verdadeiramente imersiva” e que, quem assista, sinta que está vendo a própria banda ao vivo e não uma representação:
“Será uma experiência verdadeiramente imersiva, que amplifica a banda e o caráter icônico de tudo o que construímos ao longo de 50 anos. É algo muito diferente de qualquer coisa já feita. Não tem praticamente nenhuma relação com alguns dos hologramas experimentais testados no passado, que eram bem primitivos. Isso será como nos ver de fato. Meu avatar é idêntico a mim, não é um desenho nem uma representação artística. A grande vantagem de ser um ícone é poder permanecer jovem para sempre.”
Jessica Koravos, CEO da Pophouse Entertainment, confirmou a evolução do projeto. Como relatado pela profissional, a equipe responsável aperfeiçoou tanto o conceito criativo, quanto a tecnologia dos avatares e, por enquanto, trabalha com a inserção de pirotecnia na performance:
“O que o público viu no Madison Square Garden foi um protótipo inicial do conceito de avatares do Kiss. Muita coisa evoluiu desde então, tanto em termos do conceito criativo do espetáculo quanto da tecnologia dos avatares. Agora estamos profundamente envolvidos no desenvolvimento com uma equipe criativa de alto nível. O time esteve em produção na semana passada testando efeitos de pirotecnia com uma nova geração de telas de LED, para garantir que levemos ao máximo a marca registrada do Kiss de lançar chamas. O conceito do show é uma insana montanha-russa em 4D que percorre os sucessos, os universos de quadrinhos e as personas do Kiss.”
Vale mencionar que Paul já tinha sugerido a possibilidade da banda criar novas canções para o espetáculo. No evento Kiss Kruise: Landlocked in Vegas realizado no ano passado, o músico explicou, conforme transcrição da Blabbermouth:
“Talvez a gente esteja trabalhando em novas músicas. Gostamos de contar o que estamos fazendo ou planejando, o problema é que muita coisa que mencionamos nunca se concretiza. Mas novas músicas são bem possíveis. Não vou dar nenhuma pista, mas eu só componho quando existe um projeto em desenvolvimento — e eu tenho composto.”
Outros detalhes do show de avatares do Kiss
Durante o mencionado evento Kiss Kruise: Landlocked In Vegas, o diretor criativo Thierry Coup trouxe mais detalhes a respeito do projeto. Na ocasião, o profissional já havia destacado que os avatares ainda seguem em desenvolvimento e estão sendo aprimorados.
Conforme transcrito pelo Blabbermouth, a previsão é de que sejam totalmente concluídos num período de dois anos:
“Quando fizemos a revelação no final do show no Madison Square Garden, foi realmente para acender a ideia do que viria no futuro e para deixar claro a todos que o Kiss só terminou o primeiro capítulo, os seus primeiros 50 anos. Os próximos 50 anos estão prestes a começar. Agora, estamos exatamente no meio do desenvolvimento dos avatares, o que leva cerca de dois anos. Estamos desenvolvendo o palco e levando essa energia e essa teatralidade explosiva incrível do Kiss para o futuro.”
Como a ideia é que o espetáculo de avatares reproduza de maneira realista a tradicional performance do Kiss e que não pareça apenas uma “animação ou recriação”, as apresentações contarão com muita pirotecnia e com material de arquivo como base da criação. Ele explicou:
“Quando a Pophouse apareceu há alguns anos me perguntando: ‘você quer criar a maior e mais incrível turnê do mundo e explodir tudo com pirotecnia?’, eu disse: ‘sim, claro, tô dentro, pode contar comigo’ […]. A banda vai ser tão real quanto sempre foi. Eles serão um pouco mais jovens do que são hoje. Chegar no resultado envolve reunir tudo o que sabemos sobre o Kiss, sobre os membros da banda, analisar arquivos, trabalhar com eles para entender quem eles realmente são e quem eram, e trazer tudo isso à vida. Assim, quando você os vir, não será apenas animação ou recriação, vai ser o Kiss [de verdade].”
Tanto Paul quanto Gene estão trabalhando de maneira próxima à equipe. Thierry já adiantou que a meta conjunta é “explorar coisas que antes não eram possíveis”, ainda não especificadas:
“A banda vai voltar, mas maior. O que estamos fazendo é levar o palco para outra dimensão, podendo explorar coisas que antes não eram possíveis. Com a tecnologia de hoje, conseguimos fazer muito mais, mas de maneira fiel ao que o Kiss era. Estamos trabalhando com Paul [Stanley] e Gene [Simmons], então sabemos quais eram seus sonhos. Eles conseguiram realizar muito disso, mas agora podemos levar tudo a um novo nível.”
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