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Extreme aposta no peso e deixa gosto de “quero mais” no Monsters of Rock 2026

Quarteto de Boston incluiu três composições mais recentes em set naturalmente mais curto de festival

Quarta banda a pisar no palco do Monsters of Rock 2026 no último sábado (4), o Extreme chegou acompanhado de uma rápida chuva. Foram cinco minutos apenas, é verdade. Porém, mais do que suficientes para maltratar quem não tinha capa.

Este foi um dos poucos diferenciais da última vinda do grupo a São Paulo, como parte do Best of Blues and Rock, no parque Ibirapuera, em junho de 2023. No Allianz Parque, setlist e performance não foram tão distintos.

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Foto: Gustavo Diakov @xchicanox

São reedições de um verdadeiro caso de amor entre Extreme e Brasil desde o Hollywood Rock de 1992. Fãs mais velhos devem ter lembranças até mesmo de assistir ao festival pela TV, em tempos onde o grupo liderado por Gary Cherone (voz) e Nuno Bittencourt (guitarra) surfavam no sucesso de “More Than Words” e, ao vivo, tocavam até Love of My Life, em linda versão voz e violão, remetendo ao que fizera o Queen no Rock in Rio de 1985.

No mesmo formato, a já citada “More Than Words” foi o grande momento do festival até então. Sem ofensas e sendo sincero: no sentido de “hit”, não que a concorrência fosse forte com Jayler, Dirty Honey e Halestorm, embora este grupo tenha “Love Bites” (So Do I)”.

Contando também com Pat Badger (baixo) e Kevin Figueiredo (bateria) até incluíram outros de seus clássicos, mas excluíram sons como “Rest in Peace” e “Cupid’s Dead” para seguir promovendo o álbum mais recente, “Six” (2023). Três faixas desse disco entraram e isso provou ser uma aposta em peso, pois “#Rebel”, “Thicker Than Blood” e “Rise” (a saideira) são bem heavy.

Foto: Gustavo Diakov @xchicanox

Ambas de “Extreme II: Pornograffitti” (1990), “It (‘s a Monster)” e “Decadence Dance” abriam o repertório exatamente no momento da chuva e nem por isso a banda se intimidou enquanto alguns fãs procuravam abrigo. Se, de fato, não tocavam exclusivamente para seu público, havia quem estivesse lá para vê-los e estes não arrendaram pé.

Português, Nuno foi alçado ao posto de comunicador e, antes da ótima “Hole Hearted”, verificou em nosso idioma: “Quem aqui está a ver o Extreme pela primeira vez? E quem estava aqui quando, lá atrás, no século passado, a gente veio para cá em 1992?”. Até certo ponto surpreso com os poucos braços erguidos para a segunda pergunta, brincou com quem não voltou: “Estão todos mortos!”. E um tanto abatidos pareceram estar a maior parte dos presentes, desconhecedores da música a tal ponto que o guitarrista pedir: “Vocês podem cantar!”

Estrategicamente deixada para logo após o meio do set, a instrumental “Midnight Express” foi executada por Nuno sozinho, com a base acústica disparada ao fundo. Como habitual, ele detonou. O músico, real líder artístico do grupo, fez questão de dedicar a faixa aos guitarristas presentes no público por ajudarem a “manter o rock ‘n’ roll vivo”.

Foto: Gustavo Diakov @xchicanox

Caminhando para o final, o baixo de Pat Badger falou alto em “Get the Funk Out”, saideira no Best of Blues and Rock — e na ocasião tendo contado com participação de Mateus Asato, ausente em 2026. No sábado (4), a citada “Rise” fechou a festa em pouco mais de uma hora. Deu nem tempo de tocar o medley em homenagem a Ozzy Osbourne e Black Sabbath presente em shows recentes, com “I Don’t Know”, “Bark at the Moon”, “Crazy Train”, “War Pigs”, “Paranoid” e “Iron Man”. Bettencourt, vale citar, foi um dos destaques do show de despedida do Madman, Back to the Beginning.

Deixou um gostinho de “quero mais” para este que vos escreve, mas, impacto de “More Than Words” e “Hole Hearted” à parte, a maioria das pessoas estava lá mais pelas duas próximas atrações.

Foto: Gustavo Diakov @xchicanox

Repertório — Extreme no Monsters of Rock 2026

  1. It (’s a Monster)
  2. Decadence Dance
  3. #Rebel
  4. Play With Me [com “We Will Rock You”, do Queen, de intro]
  5. Am I Ever Gonna Change
  6. Thicker Than Blood
  7. Hole Hearted
  8. Midnight Express [só com Nuno]
  9. More Than Words
  10. Get the Funk Out
  11. Rise

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Igor Miranda
Igor Miranda
Igor Miranda é jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital. Escreve sobre música desde 2007. Além de editar este site, é colaborador da Rolling Stone Brasil. Trabalhou para veículos como Whiplash.Net, portal Cifras, revista Guitarload, jornal Correio de Uberlândia, entre outros. Instagram, Twitter e Facebook: @igormirandasite.

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