Antes de assumir os vocais do Iron Maiden, Blaze Bayley teve algum sucesso com o Wolfsbane. O álbum de estreia da banda, “Live Fast, Die Fast: Wicked Tales of Booze, Birds and Bad Language” (1989), foi lançado pelo selo Def American, de Rick Rubin, e produzido pelo próprio.
Em entrevista de 2023 à Metal Hammer, Bayley relembrou o trabalho e comentou sobre o famoso — e excêntrico — produtor. O Wolfsbane foi a primeira banda britânica a assinar com a Def American, o que certamente serviu como uma injeção de confiança, mas o vocalista não tem boas lembranças da convivência com Rubin e citou um episódio que considera absurdo.
Ele disse:
“Ele era demente. Não digo isso como crítica, mas ele era uma pessoa com confiança suprema, quase arrogante, pelo que ele tinha alcançado. Até onde ele se importava, se ele gostava de alguma coisa, era bom. Se ele não gostava, não era bom. Lembro de ir a um show com ele e ele disse: ‘o que você acha dessa banda, Blaze?’ Eu disse: ‘isso soa como Black Sabbath e Led Zeppelin combinados, é incrível!’ E ele disse: ‘não acho que são muito bons’. Era o Soundgarden! Ele não assinou com o Soundgarden!”
Perguntado de forma explícita sobre se gostou ou não de trabalhar com Rubin, Bayley ofereceu uma resposta negativa. O cantor citou a interferência do produtor como o maior problema:
“Não [gostei], não mesmo. Eu aprendi muito e ele é um ótimo produtor, mas você investiu tanto em suas músicas e então alguém vem e diz: ‘não, isso não faz sentido, isso não funciona, tente assim’. Você pensa: ‘espera aí, essa é nossa música, temos tocado isso para centenas de pessoas toda noite e funciona para elas’. Isso foi desafiador.”
Sobre Rick Rubin
Rick Rubin ganhou proeminência nos anos 80, quando seu selo Def Jam Records, especializado em hip-hop, começou a trabalhar com bandas de rock e metal, como o Slayer, The Cult e Danzig. Produziu muitos trabalhos do Red Hot Chili Peppers e bandas diversas, de System of a Down a AC/DC.
Ganhou ainda mais prestígio ao reerguer a carreira do veterano Johnny Cash com a série de álbuns “American”. Mais tarde, seria peça fundamental da chamada “Loudness War”, especialmente quando produziu “Death Magnetic” (2008), do Metallica. Seu modo excêntrico de trabalhar, interferindo por vezes demais, e por vezes de menos, já rendeu críticas de artistas como o Black Sabbath, com quem trabalhou em “13” (2013).
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