James Hetfield tem um estilo próprio de tocar. Ao longo dos anos, o vocalista e guitarrista do Metallica ficou conhecido pelas palhetadas rápidas feitas para baixo. Na opinião de Rick Beato, está cada vez mais difícil para os artistas reproduzirem a técnica chamada downpicking hoje em dia — e certo hábito tecnológico pode ser o culpado.
Durante entrevista ao podcast de Lex Fridman, o músico e educador mencionou a própria experiência e revelou que, ao tentar replicar o movimento, sente dor no polegar, o que atribuiu ao costume de deslizar o dedo pela tela do celular. Conforme transcrição do site Guitar, ele explicou:
“James e Kirk [Hammett] fazem aquelas palhetadas para baixo. Eu costumava conseguir fazer isso. Hoje em dia simplesmente não consigo mais. Meu polegar dói. Fico me perguntando: ‘por que é tão doloroso, por que é tão difícil?’ É por causa de ficar deslizando o polegar na tela do celular. E acho que isso afeta aquela articulação ali.”
Rick concluiu:
“Estou falando sério. Acho mesmo que é isso. Porque fico pensando: ‘por que dói tanto fazer aquilo, todas aquelas palhetadas para baixo e tal?’. E, sim, é de ficar deslizando o dedo no celular.”
James Hetfield e as palhetadas para baixo
Durante entrevista à Total Guitar em 2009, James Hetfield revelou que preferia as palhetadas para baixo “pela forma como a corda para de vibrar e pelo peso”. Na ocasião, o integrante também citou suas maiores inspirações em tal campo:
“Meus deuses da guitarra rítmica são Tony Iommi, Rudolf Schenker e Malcolm Young, caras que simplesmente mantêm tudo firme e constante. Misfits também, e até os Ramones com a simplicidade deles. É tudo sobre a palhetada para baixo! Assista a algumas imagens do Johnny Ramone tocando e você vai pensar: ‘uau!’.”
Sobre Rick Beato
Richard John Beato, conhecido como Rick Beato, nasceu em 24 de abril de 1962 em Fairport, Nova York, nos Estados Unidos. Formado em música pela Ithaca College e com mestrado em estudos de jazz pelo New England Conservatory of Music, iniciou sua carreira como músico de jazz profissional e professor universitário.
Ao longo dos anos, ainda atuou como produtor musical, engenheiro de som e multi-instrumentista, mas o reconhecimento maior veio pelo canal Everything Music, ativo no YouTube desde 2016. Só na plataforma, o profissional acumula 5,3 milhões de inscritos. Por lá, publica vídeos educativos sobre teoria musical, análise de canções, técnicas de produção e entrevistas.
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