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O aspecto da música atual que estragaria clássicos do rock, segundo Zakk Wylde

"Esses álbuns não soariam como soam. Isso teria estragado tudo", opinou guitarrista, mencionando discos dos Beatles, Jimi Hendrix e Black Sabbath como exemplos

Zakk Wylde reconhece a importância da tecnologia para a música atual. Porém, ao mesmo tempo, o guitarrista acredita que certo aspecto musical da modernidade teria arruinado grandes álbuns clássicos do rock se existisse no passado. 

Conversando com a Metal Hammer, o colaborador de longa data de Ozzy Osbourne afirmou que caso recursos como o Pro Tools — programa para criação e produção de áudio — fossem empregados nas décadas de 1960 e 1970, discos históricos não soariam da mesma forma. Citando os Beatles, Jimi Hendrix, Black Sabbath e Led Zeppelin como exemplo, ele refletiu:

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“Quando você escuta álbuns antigos, como ‘Sgt. Pepper’s’, os discos do Jimi Hendrix, o primeiro álbum do Sabbath ou o primeiro do Zeppelin, você pensa: ‘cara, imagina se eles tivessem o Pro Tools de hoje e cem canais de gravação’. Minha resposta é: ‘esses álbuns não soariam como soam’. Isso teria estragado tudo.”

Na opinião do músico, a falta de tecnologia ajudou que os artistas exercessem mais a criatividade e pensassem fora da caixa. Por isso, chegou à seguinte conclusão:

“O ‘The Dark Side Of The Moon’, do Pink Floyd, não teria soado como soa se tivesse os recursos de hoje. Se o ‘Led Zeppelin IV’ não tivesse sido gravado em 1971, se fosse gravado hoje, não teria o mesmo som, porque muitas coisas aconteceram por acaso, foram erros felizes, ou simplesmente exigiram criatividade.”

Crítica anterior

Não é a primeira vez que Zakk apresenta o mesmo argumento. Em 2021, o guitarrista já havia mencionado o tópico em entrevista à The Big Takeover, assim como em 2023, conversando com Rick Beato, conforme a Loudwire, opinando:

“Falamos sobre as gravações dos discos do [Jimi] Hendrix ou dos Beatles e as pessoas dizem: ‘cara, imagina se eles tivessem Pro Tools naquela época’. E eu respondo: ‘esses discos não seriam tão bons’. Quando você tem recursos limitados, precisa ser criativo. Isso te obriga a ser criativo. Eles extraíram muitos sons daqueles discos […]. Eles estavam basicamente inventando enquanto avançavam no processo, por necessidade, porque não tinham os recursos.”

Sobre Zakk Wylde

Nascido em Bayonne, Nova Jersey, Jeffrey Phillip Wielandt se destacou na virada dos anos 1980 para os 90, quando assumiu a guitarra na banda de Ozzy Osbourne. Entre idas e vindas, acompanhou o cantor até o final de sua carreira.

Em 1994, fundou o Pride & Glory, projeto voltado ao hard/southern rock que lançou um álbum. Gravou dois discos solo em 1996 e 2016, “Book Of Shadows I e II”. A sonoridade é prioritariamente de arranjos acústicos e intimistas.

Desde a virada do século, lidera o Black Label Society, banda que já lançou onze álbuns de estúdio. Também comanda o Zakk Sabbath, tributo ao Black Sabbath. Recentemente, assumiu o posto de Dimebag Darrell no tributo oficial ao Pantera.

Ainda gravou com Britny Fox, Blackfoot, Damageplan, Dope, Fozzy e Black Veil Brides, entre outros. Foi testado brevemente pelo Guns N’ Roses na segunda metade dos anos 1990. Também realizou uma série de aparições em filmes e séries televisivas, incluindo ter integrado o Steel Dragon, banda fictícia de “Rockstar” (2001).

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Maria Eloisa Barbosa
Maria Eloisa Barbosahttps://igormiranda.com.br/
Maria Eloisa Barbosa é jornalista, 24 anos, formada pela Faculdade Cásper Líbero. Colabora com o site Keeping Track e trabalha como assistente de conteúdo na Rádio Alpha Fm, em São Paulo.

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