Gene Simmons recentemente causou polêmica ao refletir a respeito do Rock and Roll Hall of Fame. Diante da repercussão negativa, o vocalista e baixista do Kiss precisou explicar as próprias declarações.
Tudo começou quando o músico participou do podcast Legends N Leaders. Ao questionar o fato de o Iron Maiden não integrar a instituição enquanto artistas de rap já foram incluídos, o músico afirmou que não consumia o gênero por “não vir do gueto”.
Conforme transcrição da American Songwriter, disse:
“O fato do Iron Maiden não estar no Rock and Roll Hall of Fame, mesmo lotando estádios, enquanto o Grandmaster Flash está… não é o meu tipo de música. Eu não venho do gueto. Não conversa comigo.”
Não demorou para que a frase gerasse críticas a Simmons. Como destacado pela BBC, a palavra “gueto” foi usada pela primeira vez em 1611 para especificar um bairro onde os judeus eram confinados. Posteriormente, nos Estados Unidos, o termo começou a ser usado para descrever regiões predominantemente afro-americanas, até adquirir um sentido ofensivo.
Sendo assim, o artista decidiu justificar-se. À People, Simmons, que é judeu, contextualizou a fala, ressaltando a origem histórica do termo e defendendo que não houve intenção racista. Ele afirmou:
“Eu mantenho o que disse. Vamos direto ao ponto. A palavra ‘gueto’ tem origem entre os judeus. Ela foi adotada, especialmente pelos afro-americanos, e de maneira respeitosa, não de forma pejorativa. ‘Gueto’ é um termo judaico. Como poderia ser [racista], se o rock é música negra? Apenas é um tipo diferente de música negra em relação ao hip-hop, que também é música negra. O rock ‘n’ roll deve tudo à música negra, isso é um fato, ponto final. Todas as principais formas de música americana têm suas raízes na música negra.”
Gene Simmons e suas críticas ao rap
Não é a primeira vez que o músico critica o rap. À Rolling Stone em 2016, Simmons revelou estar “ansioso pela morte” do gênero musical, acrescentando que não tinha “bagagem cultural para apreciar ser um gângster”:
“Estou ansioso pela morte do rap. Estou ansioso para que a música volte a ter letra e melodia, em vez de ser falada […]. O rap vai morrer. No ano que vem, daqui a dez anos, em algum momento, e então outra coisa surgirá. E tudo isso é bom e saudável. Não tenho a bagagem cultural para apreciar ser um gangster. Claro que não se resume a isso, mas é daí que vem. Esse é o coração e a alma do estilo. Ele nasceu nas ruas.”
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